Dados da PNAD Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (30/12) mostram que, no trimestre encerrado em novembro de 2025, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2%, o menor índice registrado desde 2012.
Segundo o IBGE, 5,644 milhões de pessoas buscavam trabalho, o menor número de desocupados já registrado pela pesquisa. Para efeito de comparação, o maior contingente da série histórica ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, auge da pandemia de COVID-19, quando 14,979 milhões de brasileiros estavam desempregados.
A queda no desemprego veio acompanhada de um recorde no número de pessoas ocupadas: 103,2 milhões. Com isso, o nível de ocupação – proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando – atingiu 59,0%, o maior percentual da série histórica da PNAD Contínua.
Para Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, “a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação”.
Escreva a legenda aquiInformalidade e empregos públicos
A pesquisa também mostrou que a taxa de informalidade foi de 37,7%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O número de empregados no setor público atingiu 13,1 milhões, um recorde, com alta de 1,9% no trimestre (mais 250 mil pessoas) e de 3,8% no ano (mais 484 mil pessoas).
No setor privado, o número de trabalhadores sem carteira assinada ficou em 13,6 milhões, mostrando estabilidade no trimestre e queda de 3,4% no ano (menos 486 mil pessoas). Já o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,0 milhões, também um novo recorde da série histórica.
Rendimento médio
O rendimento médio real habitual da população ocupada atingiu R$ 3.574, com crescimento de 1,8% no trimestre e 4,5% em relação ao mesmo período de 2024, já descontados os efeitos da inflação.
Mais sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, distribuídos em 3.500 municípios, visitados a cada trimestre. Cerca de 2 mil entrevistadores participam da coleta, integrados às mais de 500 agências do IBGE espalhadas pelo país.
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