A greve dos motoristas de ônibus em Campo Grande, iniciada nesta segunda-feira (15), afetou diretamente o comércio do Centro da cidade, justamente em uma das semanas com mais expectativas de movimento para o setor varejista, as vésperas do Natal e ano novo.
Para o presidente da CDL-CG (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande), Luis Adelaido Vila, os prejuízos já são sentidos. "Sem trabalhadores, essas lojas lamentavelmente não vão conseguir funcionar da forma adequada e, pior ainda, muitos dos clientes não virão ao centro pela ausência do transporte público", calculou.
Ele reforça que a paralisação atinge o momento mais crítico do calendário de vendas, a semana considerada importante e decisiva para quem trabalha com comércio. Adelaido ainda critica a falta de ação da prefeitura para evitar essa situação.
"Estamos enfrentando uma greve que só prejudica todo o setor produtivo da cidade, que é quem coloca recurso no bolso e nos cofres da prefeitura. Uma prefeitura que reclama da ausência de recurso precisa agir para favorecer quem gera esse recurso e não prejudicar", concluiu.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (SSTTCU-CG) informou que a paralisação ocorre devido ao pagamento parcial dos salários atrasados do consórcio Guaicurus.
O presidente do sindicato, Demétrio Freitas, explicou que a empresa depositou apenas 50% do valor devido, notícia que gerou indignação da categoria. O setor varejista do Centro espera que a situação seja normalizada rapidamente, para evitar perdas ainda maiores em um período crucial de vendas.
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A paralisação atinge o momento mais crítico do calendário de vendas, (Foto: Taynara Menezes)


