Menu
Busca domingo, 13 de junho de 2021
(67) 99647-9098
FIEMS - julho21
Economia

Inflação de novembro na capital é a menor dos últimos 18 anos

As quedas em energia elétrica, combustíveis e artigos de uso pessoal foram os grandes responsáveis pela deflação

13 dezembro 2018 - 11h48Da Redação com Assessoria

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) encerrou o mês de novembro com deflação de -0,10%, indicador muito menor que outubro desse ano, quando ficou em 0,78%. O resultado é o mais baixo dos últimos 18 anos, no comparativo entre os meses de novembro, segundo o do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp.

De acordo com o coordenador do núcleo, Celso Correia de Souza, essa taxa só superou a registrada em novembro no ano 2000, quando foi de -1,02%. "As quedas de energia elétrica, combustíveis e artigos de uso pessoal foram os grandes responsáveis por essa deflação em Campo Grande", revela.

Os índices dos grupos que mais contribuíram foram: Habitação, com taxa -0,87% e contribuição de -0,10%; Transportes, com indicador -0,44% e participação de -0,07%; Despesas Pessoais, com -0,78% e contribuição de -0,07%; e Vestuário, com deflação de -0,55% e contribuição de -0,04%. Evitando que a queda da inflação fosse maior, ficaram Alimentação, com inflação de 0,47% e contribuição de 0,12% para o índice; e Educação, com inflação de 1,03% e colaboração de 0,06%. O grupo Saúde permaneceu estável.

O comportamento de deflação apresentando em novembro fez regredir, ainda, a inflação acumulada, que em outubro beirou a meta do Conselho Monetário Nacional (CNM) para o país em 2018. Contando os 11 meses de 2018, o acumulado está em 3,56%; já em 12 meses, o indicador é de 3,99%, abaixo do centro da meta inflacionária do CMN, que é de 4.5%.

Para o pesquisador da Uniderp, o resultado não era esperado para o período, porém deu sinais que a inflação deste ano ficará dentro da meta inflacionária. "A estabilização do valor do dólar frente ao real pode acabar por influenciar o índice de inflação, com quedas de preços de alguns produtos importados como o trigo, máquinas de alta precisão, eletroeletrônicos, gasolina e produtos natalinos em geral. Por outro lado, o dólar num patamar mais baixo pode também dificultar as exportações de uma série de commodities brasileira, principalmente, milho, soja e carne bovina, está última já apresentando reflexos de redução de preços no mercado interno na maioria dos cortes", complementa Celso.

O professor informa, também, que os fatores que poderão ainda ajudar na redução da inflação neste ano são o nível de desemprego no país, os altos juros praticados na economia e o grau de endividamento da população, fatores que motivam a queda de consumo, inclusive, em produtos de alimentação.

Segmentos

O grupo Habitação apresentou uma forte deflação em seu índice, -0,87%, em relação ao mês anterior. O resultado foi motivado, principalmente, pelas reduções de produtos e serviços como: vassoura (-5,12%), energia elétrica (-4,06%), desinfetante (-2,40%), sabão em pó (-1,42%), entre outros.

Já a Alimentação apresentou alta de 0,47%. As maiores elevações foram identificadas com a cebola (37,68%), tomate (34,45%), maracujá (33,55%), entre outros. Reduções de valor ocorreram com: limão (-33%), abacaxi (-26,73%), melão (-26,04%), entre outros.

Para Celso, a inflação do grupo é reflexo do clima severo nas regiões produtoras de alimentos, principalmente, frutas e legumes, que tiveram reajustes de preços e queda na qualidade. "O grupo Alimentação é o melhor termômetro para explicar o comportamento da inflação ao longo do ano, pois, tem a segunda ponderação na formação do índice inflacionário geral, e tem grande importância para o consumidor, por se tratar de alimentação. Ele sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos", explicou o pesquisador da Uniderp.

Dos quinze cortes de carnes bovina pesquisados pelo Nepes da Uniderp, a maioria teve quedas de preços. São eles: filé mignon (-8,90%), paleta (-4,29%), ponta de peito (-3,02%), contra filé (-2,70%), coxão mole (-0,95%), costela (-0,71%), acém (-0,46%) e vísceras de boi (-0,38%). O lagarto e a picanha ficaram valores estáveis. As altas foram constatadas apenas com cupim (5,63%), patinho (3,85%), fígado (3,40%), músculo (2,02%) e alcatra (2,09%).

Quanto a carne suína, tiveram quedas de preços a bisteca (-4,55%) e a costeleta (-2,11%); e o pernil aumento de 3,89%. O frango resfriado subiu 1,20% e miúdos permaneceram estáveis.

O grupo Transportes apresentou deflação de -0,44% em novembro, devido a quedas de preços do etanol (-2,47%), gasolina (-1,22%), diesel (-1,11%) e das passagens de ônibus interestadual (-0,45%).

A Educação fechou em 1,03%, devido a aumentos de preços em artigos de papelaria.

Seguindo comportamento contrário, o grupo despesas pessoais ficou abaixo de outubro: -0,78%. Produtos que registram alta no segmento pesquisado foram: protetor solar (4,40%), creme dental (3,07%), sabonete (1,51%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com hidratante (-3,57%), ingresso de cinema (-3,28%), cabeleireiro (corte e tintura) (-2,86%), entre outros.

A Saúde, em novembro, permaneceu estável e o grupo Vestuário apresentou deflação de -0,55%. Os aumentos mais significativos foram com: vestido (6,96%), sandália/chinelo feminino (6,07%), short e bermuda masculina (4,94%). As principais reduções de valor acontecerem com: camisa masculina (-7,37%), saia (-7,35%), sapato masculino (-6,77%), entre outros.

Genetica 1

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Sete dicas para proteger seu bolso da aceleração da inflação
Economia
Nascidos em agosto podem sacar 2ª parcela da nova rodada do auxílio
Economia
Beneficiários nascidos em julho podem sacar auxílio nesta quinta
Economia
Nascidos em junho podem sacar auxílio emergencial
Economia
INSS terá novos prazos a partir do dia 10; veja quais são
Economia
Nascidos em maio podem sacar auxílio a partir desta terça
Economia
Marquinhos entrega proposta de microcrédito para pequenos empreendedores
Economia
Caixa reduz parcelas de financiamento habitacional
Economia
Nascidos em abril podem sacar auxílio emergencial
Economia
Nascidos em março podem sacar auxílio nesta quarta

Mais Lidas

Geral
Ex-chiquitita ganha Porsche no 1º Dia dos Namorados
Geral
Vídeo: cadeiradas e vassouradas rolam soltas em 'quebra pau' no MC Donald's
Internacional
Em 40 segundos, pescador é engolido e cuspido vivo por baleia jubarte
Geral
Sérgio Murilo deve deixar secretaria