O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (22), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, decisão que foi fortemente criticada presidente da Fiems, Sérgio Longen.
Para Longen, a manutenção da taxa resultará em custos adicionais desnecessários ao país, resultando em uma manutenção e recuperação da atividade econômica mais lenta do que o esperado.
“O que preocupa não é a decisão pura e simples do Copom, mas a situação das empresas, que não estão mais conseguindo pagar os juros nesses patamares, que se encontram muito acima do nível que é compreendido como neutro. Vemos um grande esforço nacional para conter a inflação, redução dos preços de combustíveis e de diversas matérias-primas, mas a taxa de juros permanece elevada”, comentou.
Ele ainda aponta que, com a taxa atual, cada vez mais empresas se tornarão inadimplentes. “É o mesmo que manter a pessoa que está se afogando embaixo da água, que é como está a maioria das empresas hoje, praticamente reféns da decisão técnica de meia dúzia de pessoas”, enfatizou.
“A taxa de juros real, ou seja, descontando a inflação, segue muito próxima de inaceitáveis 10% ao ano. No momento, isso faz com que o Brasil tenha a maior taxa de juros reais do mundo. Por essa razão, entendemos que permanência da Selic no atual patamar é desnecessária para o controle da inflação, trazendo problemas adicionais à economia, com a elevação dos custos para o financiamento das atividades produtivas, restringindo a produção e o consumo”, finalizou.
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

Governos estaduais negam redução de imposto sobre diesel

Exportações industriais de MS batem recorde no 1º bimestre

Mais de 200 mil consumidores podem renegociar dÃvidas de energia em MS

Receita exigirá declaração de ganhos com bets no Imposto de Renda

Mutirão da Febraban para negociar dÃvidas com bancos vai até dia 31 de março

Receita divulga datas de restituição de IR e 1º lote sai em 29 de maio

Governo libera crédito emergencial para atingidos pelas chuvas

Da vitrine a cozinha: Páscoa vira fonte de renda na Capital

Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad







