Reflexo disso está nas vendas de tablets e smartphones, que este ano somaram 10 milhões de peças a mais do que o ano passado, evidenciando o consumo de mídia multitela. Além disso, o acesso à internet também aumentou significativamente, estando disponível para 74% da população de 16-49 anos das classes, A, B e C.
De acordo com Maria Helena Marinho, líder da área de pesquisas de mercado do Google Brasil, os estudos foram divididos em dois momentos: o primeiro foi para entender esse novo tipo de consumidor para depois ver como as marcas estão se posicionando para falar com eles. Segundo ela, o mercado aposta na educação do mercado para adequá-lo a essa nova realidade, um contexto que não existia há cinco anos.
Apresentados durante o evento Think with Google 2014, algumas semanas atrás, que reuniu especialistas em uma série de palestras para discutir as principais tendências do universo digital, os dados mostram que as plataformas móveis ocupam cada vez mais espaço na vida do brasileiro – 29% da população tem um smartphone, sendo 45% entre as idades de 16 e 34 anos. Em 2012, esse número era de 27%.
O termo “hiperentretido” surgiu das estatísticas sobre o impacto das multitelas no consumo de entretenimento, já que agora os usuários podem assistir filmes, vídeos e programas da TV aberta por meio de dispositivos móveis. O estudo concluiu que 27% de todo conteúdo consumido pelos brasileiros é via internet, sendo 80% dele no site de vídeos YouTube.
Comportamento das marcas
Uma vez que o consumidor se tornou mais analisável, o Google começou a pesquisar como as empresas poderiam se relacionar com ele nos meios online e offline. Levantamentos mostraram que 72% do impacto de uma campanha em múltiplas plataformas se dá por meio de vídeos e 46% desse impacto é proveniente do meio digital, revelando que é preciso haver um equilíbrio na divisão da mídia que vai para a TV e a internet. Hoje, 93% das propagandas são direcionadas à televisão, restando apenas 7% para o digital.
Os resultados mostram que as marcas ainda não conseguiram se adequar a essa crescente população hiperconectada. “Como as marcas podem aproveitar este cenário em suas estratégias? Esse modo de agir representa oportunidades para todos os setores da economia. É necessário entender quem é este novo consumidor, definir estratégias, criar um diálogo engajador por meio das mesmas ferramentas onde o usuário está”, explicou Maria Helena.Reportar Erro
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(Imagem: OlegDoroshin/Shutterstock) 



