Para 2015, a previsão dos analistas dos bancos para o IPCA ficou estável em 6,3%.
Com esse novo aumento, a expectativa de inflação do mercado para 2014 volta a se aproximar do teto do sistema de metas brasileiro. A meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%, mas com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% [piso] e 6,5% [teto] sem que a meta seja formalmente descumprida. As metas valem somente para anos fechados.
O crescimento da estimativa de inflação do mercado financeiro aconteceu após a divulgação, na semana passada, do IPCA de setembro – que somou 0,57%. Em doze meses até setembro, porém, a inflação atingiu 6,75%, acima do teto da meta de inflação e o maior índice acumulado nesse período desde outubro de 2011, quando atingiu 6,97%.
Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que foi mantida estável pelo Banco Central em 11% ao ano no começo de setembro, a expectativa dos analistas dos bancos é de que ela permaneça neste patamar até o fechamento de 2014. Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico ficou estável em 11,88% ao ano.
Crescimento do PIB
Após 19 semanas seguidas baixando a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o mercado financeiro elevou, na semana passada, sua previsão para a expansão da economia brasileira de 0,24% para 0,28%. Para 2015, a previsão do mercado para a expansão do PIB permaneceu em 1%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.
No fim de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira teve retração de 0,6% no segundo trimestre deste ano e que estaria em "recessão técnica", que se caracteriza por dois trimestres seguidos de PIB negativo.
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,40 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,50 por dólar.
A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 subiu de US$ 2,41 bilhões para R$ 2,44 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 7,24 bilhões para US$ 7,27 bilhões.
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte subiu de US$ 57,7 bilhões para US$ 59,2 bilhões.Reportar Erro
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(Imagem: reprodução) 



