Este ano ainda tem chances de ser melhor para a economia de Campo Grande do que foi 2015, de acordo com o boletim econômico da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG). A pesquisa do Movimento do Comércio Varejista (MCV) de setembro indica que, apesar de os índices terem ficado ligeiramente abaixo dos registrados em agosto, as transações entre empresas e as compras de pessoas físicas têm superado os dados do ano passado.
Em setembro deste ano o Movimento do Comércio Varejista apurado pela ACICG foi de 96 pontos, quatro pontos inferior a agosto (100), mas quatro pontos superior a julho (92), e cinco pontos acima de setembro de 2015 (91). “Desde 2012 é a primeira vez que o indicador de setembro supera o de julho, e a primeira vez em 2016 que o MCV ultrapassa o de 2015 no mesmo mês. A base de comparação é extremamente baixa, visto que setembro foi um dos piores meses do ano passado para o comércio, mas ainda assim, o movimento é consistente com uma retomada da economia”, explica o economista chefe da ACICG Normann Kallmus.
O Movimento do Comércio Varejista Pessoa Física (MCV-PF) de setembro foi de 97 pontos, cinco abaixo do registrado em agosto (102), mas 4 pontos acima do índice atingido em setembro de 2015 (93).
Ao demonstrar as transações entre empresas, o Movimento do Comércio Varejista Pessoa Jurídica (MCV-PJ) em setembro foi de 91 pontos, 6 abaixo do mês de agosto (97), mas 13 pontos acima dos 78 registrados em setembro de 2015. “Apesar de os índices de setembro terem sido menores que os de agosto deste ano, considerado o melhor mês para o comércio até o momento, essas expansões de 4 pontos do MCV-PF e 13 pontos do MCV-PJ sobre 2015 revelam que as empresas já estão sentindo a reação do mercado e, portanto, retomando suas compras e preparando-se para o fim do ano”, analisa o economista.
É possível notar uma lenta, porém clara retomada do MCV-PJ que, como no mês de agosto, apresentou uma reação mais importante do que o MCV-PF. “Os resultados das eleições, que afastaram do mercado as dúvidas em relação à sustentabilidade do governo federal e principalmente quanto à possibilidade de promover intervenções heterodoxas no mercado, que se reforçam com o movimento no sentido de promover a aprovação do teto dos gastos e a expectativa de queda nos juros básicos, talvez em outubro, alteraram para melhor a perspectiva para o fim do ano. Prova disso é que realizamos uma pesquisa de 1 a 12 de outubro com dados do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), e constatamos que houve um aumento de 8,5% nas consultas de CPFs de consumidores que tentaram realizar compras no crediário, em relação ao mesmo período de 2015, em alusão ao Dia das Crianças. Ou seja, todos os dados apontam para uma melhora no cenário que deverá se fazer sentir nas compras de fim de ano”, prevê.
Ele finaliza explicando que com a queda da inflação de setembro para o menor patamar desde 1998 (0,08% segundo o IPCA/IBGE), o maior dos problemas que impedia a redução da taxa básica de juros (SELIC) aparentemente está sendo controlado. “O índice acumulado em 12 meses situado em 8,48%, evidentemente nos coloca muito acima da meta, mas já demonstra a viabilidade de convergência para o limite de 5,5% em 2017”, conclui o economista da ACICG, Normann Kallmus.
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