Através do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, equipes multidisciplinares leva atendimento aos pacientes no Estado. Em 2025, já foram realizados 639 atendimentos, sendo 84 somente em maio, o maior número desde a criação do serviço, há 15 anos.
Kyara, de 12 anos foi diagnosticada com paralisia cerebral e dependente de ventilação mecânica, ela já enfrentou longos períodos de internação, até ser incluída no SAD. Desde 2020, recebe três atendimentos por semana de uma equipe multidisciplinar, o que a manteve fora do hospital nos últimos anos. “É uma tranquilidade saber que minha filha está segura, recebendo tudo o que precisa, sem sair de casa”, resume a mãe.
Além de ampliar o acesso à assistência contínua e humanizada, o projeto, criado para atender pacientes com necessidade de cuidados prolongados, também contribui diretamente para otimização dos leitos hospitalares. “O atendimento domiciliar é uma ferramenta essencial da gestão hospitalar moderna”, destaca o diretor-geral do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), Paulo Limberger. “Além de melhorar a qualidade de vida do paciente, também otimiza os recursos hospitalares e abre leitos para novos casos que necessitam de internação”.
O SAD permite a desospitalização segura de quem não precisa mais permanecer internado, mas ainda exige suporte especializado. São pessoas em reabilitação, com doenças crônicas ou em cuidados paliativos.
O atendimento é feito por uma equipe formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais (adulto e pediátrico), psicólogos, assistentes sociais e profissionais administrativos.
Em maio, o serviço registrou recorde de solicitações, com 64 pedidos recebidos e 29 novos pacientes admitidos. A partir de julho, o time será reforçado com nutricionistas.
Ativo há 15 anos
Desde sua criação, o SAD (Serviço de Atenção Domiciliar) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) já acompanhou 1.724 pacientes, ultrapassando 73 mil atendimentos e percorrendo mais de 500 mil quilômetros até os lares dos moradores de Campo Grande. Atualmente, a equipe atende pacientes nos bairros localizados nos distritos sanitários da Lagoa e do Anhanduizinho, tanto do próprio HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) quanto da rede municipal.
O processo de inclusão no programa passa por uma avaliação detalhada da equipe multiprofissional, que analisa desde a localização do paciente até as condições sociais e clínicas. Após o pedido de inserção no serviço, o paciente passa por avaliações da assistente social, médico, enfermeiro e fisioterapeuta, que definem a elegibilidade.
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Foto: Patrícia Belarmino/HRMS 



