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Com decreto de emergência, estado quer aeronaves do exército para combater incêndios

Na região pantaneira, mais de 1 milhão de hectares foram destruídos pelo fogo

11 setembro 2019 - 12h33Joilson Francelino

Com mais de 1 milhão de hectares destruídos pelas queimadas em Mato Grosso do Sul, entre 1º de agosto a 9 de setembro, o Governo do Estado decretou nesta quarta-feira (11) para, assim, garantir o apoio da União, especificamente do Exército no combate aos focos de incêndio.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, disse durante reunião emergencial nesta manhã, que a decisão se deu pelo impacto ambiental causado pelas queimadas, o cenário para os próximos dias de clima seco e porque o estado está operando com 100% da capacidade nos trabalhos. “Equipes do Corpo de Bombeiros estão trabalhando com escalas adicionais, as empresas privadas e os produtores rurais estão empenhados”, afirmou.

Verruck destacou que o primeiro pedido a ser feito com o decreto de emergência é o apoio de aeronaves militares. “Não é usar o soldado para combater o incêndio, mas sim os equipamentos que o exército tem”, disse. A ideia é que aumente o número de pessoas combatendo os focos.

Nas últimas 48 horas, foram 397 focos de incêndio na região do Pantanal, entre os municípios de Corumbá, Aquidauana e Porto Murtinho. De acordo com o Chefe do Estado Maior do Corpo de Bombeiros, coronel Edson Zanlucas, equipes estão nos locais para identificar qual a prioridade de início de combate.  Zanlucas destaca que o números de focos de incêndio neste ano já superou o do ano passado. “Em 2018 tivemos aproximadamente 1.600 incêndios no ano todo e, até o presente momento, temos em torno de 5.100, um acréscimo considerável”, afirmou.

Condições Climáticas

A coordenadora do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (CEMTEC), explica que a massa de ar seco continuará se espalhando pelo estado, fazendo com que as condições meteorológicas não sejam favoráveis ao longo de setembro e outubro. “A massa de ar seco está atuando em todo o Brasil Central e provocando essas condições do tempo”, disse.

O coordenador da Defesa Civil, tenente coronel Fábio Catarineli, disse que a ação de combate ao incêndio atualmente conta, diariamente, com 200 militares do Corpo de Bombeiros, 100 agentes do Ibama, brigadas particulares, Organizações Não Governamentais (ONGs) e funcionários das propriedades rurais atingidas. Catarineli alerta para que os produtores não usem, neste período considerado crítico, o incêndio como medida para redução de pastagens e para que a população denuncie qualquer ação criminosa.

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Maurício Sato, parabenizou o governo pelo decreto. “Existe um prognóstico climático desfavorável e o monitoramento do Estado é fundamental”, disse o dirigente rural, acrescentando que a ausência de chuvas e a onda de calor de alto risco devem influenciar no atraso do plantio da próxima safra de soja.

O decreto de emergência está previsto para ser publicado no Diário Oficial de quinta-feira (12).

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