Para manter o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro o governo federal precisa oferecer clima de segurança ao empresariado e reduzir juros dos fundos regionais para que o país possa atrair investimentos que gerem mais empregos e, em consequência, aumentar o consumo das famílias. Essa é a avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, ao comentar o crescimento do PIB nacional, em 1% no primeiro trimestre do ano, comparado ao quarto trimestre de 2016, segundo o IBGE.
“O resultado do PIB do primeiro trimestre de 2017 foi positivo, mas ainda não apresenta elementos substanciais que demonstrem uma saída do processo recessivo. O crescimento foi calcado na agropecuária e na demanda externa. Na agropecuária tivemos um aumento da safra agrícola, beneficiada pelas condições climáticas excepcionais, produtividade excelente, crédito e política agrícola eficaz. Ocorre que muitos desses fatores podem não se manter, devido às sazonalidades. Na demanda por exportações temos a questão da taxa de câmbio, cujo patamar é favorável hoje. Os indicadores que precisam melhorar são o consumo das famílias e os investimentos no país. Por conta do clima de instabilidade política, o empresariado não tem confiança para investir”, comenta Jaime Verruck.
Segundo o secretário, o caminho para dar consistência ao ritmo de crescimento do PIB é a redução dos juros, que podem atrair mais investimentos para o país, gerar empregos e elevar a massa salarial. “O resultado do PIB nos mostra exatamente isso. As empresas reagem com uma perspectiva positiva a uma taxa de juros mais baixa. O governo federal já deu sinais importantes com a redução da taxa Selic, hoje em 10,25%. Além disso a inflação está em níveis baixos, algo que corrobora para a redução dos juros”, afirmou.
Cortes nas taxas do FCO e FDCO
A Secretaria Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) prepara um estudo justificando a revisão dos juros do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e o Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), que deverá ser levado pelo governador Reinaldo Azambuja em Brasília. Em abril deste ano, o Governo do Estado pleiteou e conseguiu que as faixas das taxas de juros do FCO Empresarial recuassem de 10% a 17,65% para 9,5% a 16,90% ao ano, dependendo da modalidade de financiamento.
“Vamos solicitar uma nova redução das taxas do FCO e FDCO, pois com a queda da Selic e a inflação baixa, os índices desses fundos ficaram altos e pouco atrativos. Vamos mostrar, no âmbito do Condel, do Banco Central e do Ministério da Fazenda a necessidade dessa redução. São fundos para o estímulo ao desenvolvimento e redução da desigualdade regional, fundamentais para Mato Grosso do Sul. O próprio ministro Blairo Maggi [Agricultura, Pecuária e Abastecimento], comentou essa necessidade no lançamento do Plano Safra, até mesmo para dar continuidade ao retorno do agronegócio no PIB”, finalizou o secretário.
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