Durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (29) no prédio da Governadoria o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel prestou esclarecimento a respeito dos fatos veiculados na noite de domingo no programa Fantástico, da TV Globo. O programa denunciou o pagamento de propina para o ex-secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula. Riedel destacou algumas atitudes já tomadas pelo governo e um delas é suspender a liminar que garante funcionamento de fábrica de couro Braz Peli.
Riedel iniciou a coletiva mostrando documentos que constataram irregularidades no funcionamento da Braz Peli Comércio de Couros, empresa cujo proprietário José Alberto Berger em entrevista ao Fantástico disse que ter feito pagamento de propina ao ex-chefe da Casa Civil.
Segundo o secretário, em meados de setembro e agosto do ano passado a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda do Mato Grosso do Sul) detectou um comportamento fiscal atípico na empresa e isso fez com que se iniciasse uma investigação para detectar o que estava acontecendo. O problema estava no volume de produtos comercializados.
Nessa investigação várias irregularidades foram constatadas. Seis ofícios foram encaminhados para outros estados onde a empresa é fornecedora de couro e destes dois já teriam retornado a Mato Grosso do Sul com a constatação de fraude no fornecimento da Braz Peli.
O secretário destacou que o Governador Reinaldo Azambuja, que não estava presente na coletiva, está tranquilo e buscando o esclarecimento dos fatos. Riedel ainda salientou que quatro medidas serão tomadas. A primeira delas será o envio ao STF (Supremo Tribunal Federal) do pedido de suspensão da liminar que permite que a Braz Peli opere sem o recolhimento do tributo.
O Estado também encaminhará todos os indícios de fraude para a polícia para que um inquérito seja instaurado para apurar toda a integralidade dos fatos. Os processos também serão encaminhados ao MPE (Ministério Público Estadual) e por fim será realizada uma auditoria nos termos de acordo do governo do Estado e a empresa.
Fantástico
Os empresários Benilson Tangerino e José Alberto Berger, donos de um frigorífico e de um curtume respectivamente, disseram ao Fantástico que precisaram pagar propina para que pudessem manter as indústrias em Mato Grosso do Sul. Um dos empresários chegou a gravar a entrega de propina. O esquema, segundo a denúncia, envolve a alta cúpula do governo estadual e entre os envolvidos estariam o governador Reinaldo Azambuja e o ex-secretário de Estado da Casa Civil, Sérgio de Paula.
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