O Grupo de atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPE-PR) desencadeou, em junho deste ano, a Operação Requixá, responsável por investigar uma organização criminosa que atuava em concessões de transporte coletivo urbano em algumas cidades paranaenses, há suspeita que o esquema também tenha sido praticado em Campo Grande.
Leonir Batisti, coordenador do Gaeco do Paraná, disse ao JD1Notícias que foram feitas buscas e apreensões, além de quebra de sigilo durante a operação. A partir dos documentos apreendidos e interceptações telefônicas, pode ser que outras empresas ligadas aos grupos Constanino e Gulin tenha participado do esquema, como é o caso de Campo Grande, “mas são apenas suspeitas”, conta Batisti.
As investigações desta operação começaram em 2013, na época existiam provas que empresários e advogados usavam nomes de laranjas e faziam sociedades para diminuir a concorrência em licitações.
O MPE-PR conta que quando uma licitação para transporte coletivo era aberta, os grupos Constanino e Gulin formavam os editais para favorecer outras empresas ligadas à esses mesmo grupos.
Sacha Reck, é um advogado investigado na operação, ele já prestou serviços ao Consórcio Guaicurus, que é responsável pelo transporte coletivo urbano na capital de Mato Grosso do Sul e que é sócio do Grupo Constantino.
O Consórcio Guaicurus diz que ainda não foi informado da acusação e que aguarda acesso à essa documentação que revela a suposta conduta ilegal do advogado Sacha Reck, que foi contratado para assessoria técnica na licitação de 2012 em Campo Grande.
Não há investigações sobre o caso no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE-MS). O Gaeco do Paraná ainda não decidiu quando enviará os documentos para Campo Grande.
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