O sargento da Marinha do Brasil e fuzileiro naval, Raul Fonseca de Oliveira, de 43 anos, e o técnico eletricista Oliveirino de Oliveira Júnior, de 47 anos, foram presos na sexta-feira (31) por suspeita de ameaçarem e perseguirem a família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Raul foi preso pela Polícia Federal em sua casa na região da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, enquanto seu irmão, Oliveirino, foi preso por uma equipe da PF em seu endereço na Vila Clementino, na capital paulista.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os e-mails foram enviados à família do ministro entre abril e maio deste ano, de forma ininterrupta por 11 dias, onde os irmãos detalharam a rotina deles.
Nos e-mails, os criminosos citaram “comunismo” e “antipatriotismo”, e até mesmo planos de degolar os familiares do ministro.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a conduta “evidencia com clareza o intuito de, por meio das graves ameaças a familiares do ministro Alexandre de Moraes, restringir o livre exercício da função Judiciária pelo magistrado do Supremo Tribunal Federal à frente das investigações relativas aos atos que culminaram na tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito em 8 de janeiro”.
Gonet ainda apontou para o perigo que a liberdade dos dois irmãos traz para a garantia da ordem pública. “A gravidade das ameaças veiculadas, sua natureza violenta e os indícios de que há monitoramento da rotina das vítimas evidenciam, ainda, o perigo concreto de que a permanência dos investigados em liberdade põe em risco a garantia da ordem pública”, frisou o procurador-geral.
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Ministro do STF, Alexandre de Moraes (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


