A reunião entre produtores rurais e representantes das comunidades indígenas agendada para esta quarta-feira (26), no Ministério da Justiça, não aconteceu. Marcada pelo deputado estadual João Grandão (PT/MS), que reclamou a ausência de representantes indigenistas na última audiência realizada com o ministro José Eduardo Cardozo em julho deste ano, a reunião deveria marcar avanços nas negociações sobre as invasões a propriedades rurais em Mato Grosso do Sul, mas não ocorreu porque tanto o deputado, quanto os demais representantes indígenas não compareceram ao Ministério. Devido a um compromisso no Planalto, o ministro José Eduardo Cardozo, também não compareceu ao encontro.
O grupo de produtores rurais - liderado pelo presidente da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Maurício Saito, e composto pelos presidentes dos sindicatos rurais dos municípios de Amambai, Diogo Peixoto, e de Ponta Porã, Jean Paes, e da advogada Luana Ruiz foi recebido pelo presidente da Funai – Fundação Nacional do Índio, João Pedro Gonçalves da Costa. O dirigente ouviu o relato da situação conflitante e de violência gerada pelos indígenas nas invasões e foi informado que mais uma propriedade e o distrito de Campestre foram invadidos nas últimas 24 horas, ambos no município de Antônio João.
Com as novas ações indígenas, o número de propriedades rurais invadidas em Mato Grosso do Sul chega a 95. Em Campestre, segundo a advogada Luana Ruiz, cerca de 40 famílias que moram no distrito estão sendo expulsas e precisam de apoio da Prefeitura para deixar o local. Costa prometeu interceder para que homens da Força Nacional, que já estão na região de Amambai, também sejam deslocados para Antônio João, o mais recente foco de invasão indígena no Estado.
O presidente da Famasul enfatizou para Costa sobre o acirramento dos ânimos na região Sul do Estado. “O Governo Federal tem que cuidar dos cidadãos brasileiros, índios e não índios, e precisa interceder na situação de conflito que está aflorando”. Para Saito, a ausência do deputado João Grandão, que marcou a reunião e sequer justificou a ausência, bem como dos demais representantes dos indígenas, demonstra indiferença em relação à busca de uma solução pacífica e definitiva para o problema. “Nos deslocamos até Brasília para atender ao chamado da comunidade indígena, entendendo a urgência na busca de uma solução pacífica. Mas o que tivemos foi descaso em relação a situação conflitante que se estabelece nas regiões invadidas”, afirmou.
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Divulgação/Famasul 



