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Senador Pedro Chaves defende ensino integral na educação fundamental

07 abril 2017 - 11h46Assessoria de Imprensa

O senador Pedro Chaves (PSC\MS) defende um novo rumo para o ensino fundamental brasileiro. Para o parlamentar sul-mato-grossense, que dedicou praticamente toda sua vida profissional à educação, uma escola em tempo integral “moderna e progressista” poderá contribuir para a melhoria do desempenho escolar e da permanência na escola, em especial nas áreas mais vulneráveis do país, porque propicia melhor aproveitamento do tempo ocioso do aluno, com possibilidade de orientação dos estudos e das tarefas.

“Como educador e vice-presidente da Comissão de Educação do Senado Federal, quero que o Estado Brasileiro ofereça um novo rumo ao Ensino Fundamental. Nenhum país consegue crescer com educação claudicante e desvinculada do mundo real”, afirmou o senador durante palestra proferida nesta sexta-feira (07) na audiência pública “A Escola que Queremos: Ensino Fundamental em Tempo Integral”, promovida pela Assembleia Legislativa, em Campo Grande, por solicitação do deputado estadual Felipe Orro (PSDB).

Pedro Chaves justificou sua posição em função da má qualidade da educação básica no Brasil. “De acordo com dados do Ministério da Educação, os alunos do Ensino Fundamental não cumpriram as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação para 2016. A meta era de 5,5 e a nota alcançada foi 5,2. O resultado do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes-PISA também não foi favorável ao Brasil. Conforme os resultados da avaliação aplicada em 2015, o país ficou na 63ª posição em Ciências, na 59ª posição em Leitura e em 66º lugar em Matemática. O detalhe é que apenas 70 países participaram da prova, ou seja, ficamos entre os últimos”, lamentou.

Ambiente atrativo - O senador considera “viável e imprescindível” a implantação da educação integral no Ensino Fundamental, embora as matrículas em tempo integral tenham caído 46% no ano passado. Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2016 divulgados pelo MEC, indicam que o percentual de alunos em tempo integral nessa etapa do ensino passou de 16,7% em 2015 para 9,1% em 2016.

“Temos que descobrir o que provocou essa queda no Ensino Integral, mas, de qualquer forma, aumentar a quantidade de hora aula é um dos mecanismos que podem mudar nossa educação. Tanto isso é verdade que o Plano Nacional de Educação, atualmente em vigência, indica que até 2024 o Brasil deve ter 50% das escolas públicas e 25% dos estudantes com acesso a pelo menos 7 horas de ensino por dia. Só que é preciso ficar claro que não basta aumentar a carga horária. Essa mudança precisa vir acompanhada de outras. Há que haver modificações no espaço e no conteúdo das escolas. O ambiente educacional tem que ser atrativo. Tem que ter professores entusiasmados e uma atmosfera que permita olhar para o futuro”, observou

O senador afirmou ainda que é preciso estimular a articulação entre Educação, Assistência Social, Cultura e Esporte. “Essa transversalidade representa uma importante intervenção para a proteção social e a prevenção a situações de violação de direitos da criança e do adolescente”, argumentou.

Base Curricular – Pedro Chaves aproveitou a audiência para comentar a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental, divulgada quinta-feira (06) pelo MEC.

“Eu vejo avanços importantes no documento, embora defenda uma proposta mais ousada. Gosto da ideia de que a criança, aos 7 anos, no final do 1º ano do Ensino Fundamental, saiba ler e escrever, como prevê a BNCC. No formato atual, principalmente no caso dos alunos da escola pública, a alfabetização só acontece por volta dos 8 anos de idade. Isso é um profundo atraso”, criticou.

Para Pedro Chaves, outro ponto relevante é a nova configuração dos conteúdos.

“Haverá mais liberdade para assuntos regionais. O colégio e o município terão liberdade para incluir temas relevantes e transversais que a comunidade escolar queira estabelecer. A nova configuração indica que 60% seguirão o direcionamento do MEC e 40% serão definidos pelas redes e ou escolas”, disse.

A Base Nacional Comum Curricular prevê, também, novas competências gerais, além de disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte, Educação Física, Geografia e História. As competências estão divididas em quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. O estudante deve saber usar adequadamente as tecnologias digitais e de comunicação de forma crítica, cuidar da saúde física e emocional, exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.

“Essa nova perspectiva, sem dúvida, permite que o aluno conquiste autonomia bem mais cedo e fará com que ele chegue ao Ensino Médio com melhor preparo nos quesitos conteúdo e domínio de competências. Por isso, vejo essas mudanças como um passo alvissareiro, uma base para partirmos em direção a um futuro mais promissor para a educação nacional. Nossas crianças e adolescestes merecem uma educação emancipadora, alicerçada na ciência e na inovação tecnológica, em que teoria e prática se irmanem para ajudar a resolver os grandes gargalos econômicos e sociais que teimam em frear o desenvolvimento das nossas potencialidades”, concluiu o senador.

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