Foi entregue pelos moradores da região do Comando Militar do Oeste (CMO), na Câmara Municipal de Campo Grande um documento no qual solicitam que as leis sejam cumpridas em desfavor dos manifestantes que estão há dez dias acampados no local, onde fazem barulho e até comem churrasco.
Segundo os moradores a movimentação tem causado inúmeros prejuízos aos que residem no entorno do local. Uma moradora da região, que preferiu não se identificar, conversou com o JD1 Notícias e afirmou que a vida na região piorou muito com os protestos, e até mesmo disse que a região está “parecendo a Cracolândia”. “A gente sai de casa tendo que pedir licença pra eles saírem da calçada, amanhecem como se estivesse em uma micareta, estilo aquelas de Aquidauana, tocam berrante, tocam a buzina dos carros e dos caminhões”, explicou.
O presidente da Casa de Leis, vereador Carlão afirmou que já encaminhou o ofício às Forças de segurança municipais e estaduais e enviará para a Prefeitura e ao governador Reinaldo Azambuja. “Fui pessoalmente ver ontem o movimento, conversei com os moradores e já está acima do limite. A população com dificuldade de dormir, atrapalhando crianças, idosos, e o hospital ali perto “, afirmou.
Para Carlão a manifestação tem que ter um sentido. “As eleições foram feitas com lisura total, agora acredito que a justiça vai ser feita”, finalizou.
A equipe de reportagem do JD1 Notícias foi conversar com os moradores, comerciantes e pessoas que precisam passar pelo entorno, como ciclistas, para entender se essas ações têm interferido no dia-a-dia da região.
Uma comerciante popular da região do bairro Santo Antônio, que preferiu não se identificar, conta que tem ouvido bastante reclamações dos clientes devido ao barulho que o local tem gerado. Moradores também mostraram insatisfação total com a manifestação.
No entanto, até o momento os moradores foram ignorados nos problemas que a aglomeração vem causando a região. O fluxo de lazer que ali havia está comprometido, o trânsito tornou-se caótico, o som alto , que sempre foi alvo de atenção do Ministério Público,vem sendo tolerado. Policiais de trânsito também fingem não ver a bagunça que se tornou a área. Confira:
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