A educação é capaz de unir, mover e colocar toda uma cidade no rumo do desenvolvimento. Mais do que dar suporte educacional, o Sesi atua como vetor direto na formação do futuro do município de Ribas do Rio Pardo. Transformado pela chegada da indústria da celulose, o local é o novo lar de inúmeras famílias de todo o e encontra na parceria com a Fiems a garantia de ensino de qualidade.
Em funcionamento desde 2025, a Escola Sesi já faz a diferença na vida da população, especialmente de quem veio de fora para trabalhar na indústria. Atualmente, são 270 alunos matriculados, nos períodos matutino e vespertino, cursando do 1º ao 9º ano. A capacidade de atendimento deve aumentar em breve, com a inauguração do prédio do Centro Integrado Sesi/Senai (CISS), que está em construção.

A indústria de Ribas do Rio Pardo apresenta o maior percentual de dependentes matriculados na unidade. Ao final do ano, a proporção de atendimento foi de 50% para a indústria e 50% para o público externo, incluindo a população em geral.
“Somos a primeira escola a atingir o maior percentual de dependentes dos industriários, desde a sua implantação. Acredito que a missão do Sesi vem sendo cumprida na escola. Conseguimos mensurar e desenvolver um planejamento para este novo Sesi que surge no decorrer dessa jornada”, explica o diretor escolar da unidade, Geverson Cavalcante.

Conforme o diretor, mais do que a aplicação de princípios contidos na metodologia ativa da escola, como educação tecnológica, projeto de vida e incentivo ao esporte, a configuração de Ribas do Rio Pardo permite várias possibilidades, a partir da diversidade cultural dos alunos. “Temos professores e alunos do Chuí ao Oiapoque. Isso nos traz uma riqueza dentro da convivência, o que me permite ter um sujeito integral, que respeita todas as culturas e consegue convergir dentro da educação”.
O ensino desenvolvido pela Escola Sesi foi justamente o que atraiu a soldadora industrial Tatiane de Moraes para uma vaga em Ribas do Rio Pardo. Mãe solo de Maria Clara, de 12 anos, e Isabela, 8 anos, ela atua há 26 anos na indústria.

Antes de vir para Mato Grosso do Sul, a baiana teve como última parada a cidade de Parauapebas, no sudeste do Pará, onde trabalhava em uma mineradora. “A garantia da Escola Sesi acabou me trazendo para Ribas do Rio Pardo. A proposta de trabalho já era muito satisfatória e, quando me falaram que existiria o Sesi para minhas filhas estudarem pensei que a partir daí elas poderiam fazer curso técnico e seguir carreira na própria indústria. Foi o que me impulsionou a vir. A educação das minhas filhas sempre foi minha maior preocupação”, destacou.

A diversidade entre os alunos também tem contribuição da família de servidora municipal Jéssica Dantas dos Santos Reis. Também da Bahia, ela morou por 9 anos em Três Lagoas, onde o marido veio trabalhar como engenheiro na indústria da celulose. A existência de uma Escola Sesi em Ribas do Rio Pardo deu tranquilidade a uma família que conta com duas crianças atípicas: Valentina, de 12 anos, e Elisa, de 7 anos.

“Como as duas são autistas e mais nova tem epilepsia, sempre tivemos dificuldades de adaptação no ambiente escolar. Até então, era como se nossas filhas ficassem na sala de aula apenas vendo as outras crianças progredirem. Então, isso nos causava um incômodo”, explicou a mãe.
Na Escola Sesi, no entanto, Jéssica afirma que notou o diferencial desde a matrícula. “Quando chegamos com os laudos em mãos, nós não fomos rejeitados ou houve algum tipo de desculpa. Aqui minha filha logo foi encaixada numa turma, em um horário que conseguimos conciliar com as terapias. Quando iniciou as aulas, nós já fomos acolhidos por uma equipe multidisciplinar, com psicopedagoga e a professora de apoio”.
A evolução, segundo a mãe, foi percebida especialmente na filha mais velha. A adolescente tinha dificuldades de socialização com outros jovens. A própria Valentina atesta a melhora. “Na robótica, além de programar, eu aprendi muito a trabalhar em equipe, passei a conversar mais, fazer amizades e interagir com os meus colegas”.
O propósito da educação tecnológica também fez o aluno do sétimo ano, Athos Santos da Silva Paes, a repensar as possibilidades para o futuro. “Eu sempre pensei em ser advogado, mas uma coisa que eu gosto muito é a robótica. Por exemplo, quando uma pessoa perde um braço e tem que usar uma prótese, mas com o tempo essa prótese machuca. Vai que no futuro eu desenvolva uma que não machuque. Seria extraordinário”.
Uma biblioteca para toda comunidade
Além da escola, o Sesi oferece à comunidade de Ribas do Rio Pardo os serviços da Biblioteca Indústria do Conhecimento. Livros, computadores e uma equipe de atendimento que desenvolve atividades pedagógicas estão acessíveis para fortalecer as ações educacionais em parceria com o Município.

Os alunos da Escola Municipal Alcindo Vicente Ferreira estão entre os que frequentam o local com regularidade. Servidora municipal há 32 anos, a professora Maria Rita Alves da Silva, de 58 anos, afirma que a chegada da indústria traz grandes desafios educacionais e o suporte de parceiros faz diferença no processo de aprendizagem.
“Por meio da biblioteca, nós já tivemos equipe de contação de história. Depois, quando a indústria estava vindo, o espaço foi muito utilizado para oferta de cursos. Além disso, meus alunos sempre vieram fazer as pesquisas e tarefas que eu passava aqui, com a ajuda das bibliotecárias. Houve vezes em que também foi oferecido reforço escolar. Então, o Sesi sempre foi algo muito bom para a comunidade”, atesta a pedagoga.
O número de alunos da rede municipal também dobrou com a chegada dos trabalhadores da indústria, o que aumentou a demanda dos aparelhos públicos de ensino e também de espaços de lazer. Cursando o quinto ano do ensino fundamental, Jonathan de Souza Bomfim, veio do Maranhão com a família em 2022. A biblioteca do Sesi passou a ser um de seus lugares preferidos. “Os livros que têm aqui não tinham em outras bibliotecas que eu fui. Eu gosto de vários livros. Venho aqui pra ler, aprender e também me divertir com meus amigos”.
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