Os graves incêndios na Austrália continuam, neste sábado (21), quando o país enfrenta altas temperaturas perto de 47 graus Celsius e ventos fortes que podem agravar as centenas de incêndios que já causaram quatro mortes nas últimas 48 horas.
A periferia de Sydney, a maior cidade do país, concentrou grande parte dos esforços dos bombeiros, pois ventos fortes, que devem atingir 80 quilômetros por hora, dificultam a contenção e a extinção das chamas. As autoridades declararam a área e seus arredores em condições catastróficas, o nível mais alto de alerta de incêndio na Austrália.
O comissário do Serviço de Bombeiros Rurais do estado de New South Wales, Shane Fitzsimmons, explicou que na área há pelo menos uma pessoa desaparecida e várias propriedades foram queimadas, alertando que "ainda temos a noite pela frente".
Em New South Wales, em estado de emergência pelo sétimo dia, cerca de 2.500 bombeiros enfrentam 118 foco, dos quais mais da metade estão fora de controle e outros em expansão por mais de um mês. No incêndio em Green Wattle Creek, cerca de 160 quilômetros a sudoeste de Sydney, na última quinta-feira (19) dois bombeiros morreram e três ficaram feridos.
O fogo é alimentado pela onda de calor que afeta grande parte do país, onde esta semana o recorde nacional de temperatura média foi quebrado duas vezes, que subiu para 41,9 graus na quarta-feira (18), muito acima da marca anterior de 40,3 graus, correspondente a 2013, segundo dados do Australian Meteorology Office.
"Os incêndios não serão controlados até que tenhamos uma chuva decente", alertou Fitzsimmons, o que significa que pode haver meses de incêndios, já que a crise começou antes do verão do sul, começa neste sábado (21), uma estação de altas temperaturas e escassez de água.
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O fogo é alimentado pela onda de calor que afeta grande parte do país (Reprodução/Internet)



