O Carrefour anunciou nesta quarta-feira (28), que fez um deposito de R$ 1,1 milhão para a viúva de João Alberto, - o Beto - morto após ser agredido por seguranças no estacionamento de uma unidade em Porto Alegre, no final do ano passado. Ao todo seis pessoas se tornaram réus pelo crime, e dois seguranças seguem presos.
Para Carlos Barata, um dos advogados da viúva, o depósito foi considerado uma forma para pressionar por um acordo. "Tentando pressionar. Mas a meu ver é um tiro no pé", entende. Ele teria informado que as negociações foram encerradas em 24 de março, quando Milena recusou R$ 1 milhão — ela pedia R$ 5 milhões.
"Se houve o depósito, é um absurdo. O Carrefour acha que pode fazer o que quer com a vida dos outros? Querem empurrar goela abaixo. É mais uma bizarrice do Carrefour. Não tem acordo (extrajudicial) com eles. É uma cartada extremamente arriscada. Se depositaram esse valor, vamos devolver", observa o advogado Hamilton Ribeiro, que também defende a viúva.
Segundo publicou o portal UOL, o Carrefour informou que "em momento algum a intenção é pressionar um acordo" e que o depósito é uma "boa ação" da rede de supermercados. Além disso, a marca francesa afirmou que os advogados estão dificultando as tratativas com a viúva e cobrando honorários acima da tabela da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
O advogado Ribeiro negou as acusações do Carrefour, as quais classificou como "inverdades". "Nosso contrato está dentro dos parâmetros estabelecidos pela OAB", disse o advogado.
Um dos motivos para a recusa em março da quantia é que o valor oferecido é o mesmo pago pela morte do cão Manchinha, após ser espancado por um segurança, também no Carrefour de Osasco (SP). O caso aconteceu em 2018. A marca francesa assinou um termo de compromisso e destinou R$1 milhão para órgãos ligados à causa animal.
Até agora, o Carrefour finalizou oito acordos com os quatro filhos de João Alberto, o pai, a irmã, a enteada e a neta dele.
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