A Justiça de Campo Grande condenou João Vitor de Souza Mendes, de 21 anos, pelos homicídios dos adolescentes Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos. Conforme a sentença do juiz Aluízio Pereira dos Santos, presidente da 2ª Vara do Tribunal do Júri, a pena fixada é de 44 anos, 5 meses e 10 dias de prisão.
O crime ocorreu em 3 de maio de 2024, no bairro Jardim das Hortênsias. As vítimas foram atingidas por balas perdidas no momento em que João Vitor tentou executar Pedro Henrique Silva Rodrigues, que sobreviveu apesar de baleado na perna. As crianças não tiveram a mesma sorte e tiveram seus corpos transfixados por tiros.
O magistrado ainda determinou que o réu, que já estava preso, continue no presídio até que consiga a progressão legal, ou seja, não poderá recorrer em liberdade. Além da pena de prisão, o juiz determinou o pagamento de indenização de R$ 15 mil para cada familiar dos adolescentes, a título de dano moral, bem como a indenização à vítima sobrevivente, Pedro, o verdadeiro alvo do ataque.
Defesa — Em sua defesa, o réu alegou negativa de autoria e também negou possuir a arma de fogo calibre 9 mm utilizada no crime que vitimou as crianças. Essas teses não foram acolhidas pelo Conselho de Sentença, que o condenou por homicídios consumados e tentado, mas o absolveu da acusação de ocultação da arma de fogo.
Outros condenados — O caso está em sua segunda fase de julgamento, após a realização da primeira etapa, ocorrida em 5 de novembro de 2025, quando outros réus já foram julgados e condenados no processo, como Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, Nicollas Inácio Souza da Silva e Rafael Mendes de Souza.
No júri de novembro de 2025, George Edilton Dantas Gomes, motorista de aplicativo apontado como responsável por auxiliar na fuga, foi absolvido. Ele chegou a ficar preso pelo ocorrido, mas, com a absolvição, foi determinada sua soltura.
Motivação — Conforme os dados investigativos, a ordem de assassinato de Pedro Henrique Silva Rodrigues tem ligação com disputa pelo tráfico de drogas. Por isso, o grupo decidiu matá-lo, mas acabou atingindo e matando as crianças inocentes, fato que a promotora de Justiça Gabriela Rabelo Vasconcelos considerou “nefasto e estarrecedor”.
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Réu João Vitor de Souza Mendes - Foto: Vinícius Santos / JD1 Notícias 



