A Justiça de Campo Grande decidiu que cinco acusados responderão perante o Tribunal do Júri pelo ataque a tiros que resultou na morte de Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos. O crime aconteceu no dia 3 de maio deste ano, no bairro Jardim das Hortências, e deixou a cidade em choque.
Os adolescentes foram atingidos por balas perdidas durante uma tentativa de homicídio contra Pedro Henrique Silva Rodrigues, que sobreviveu após ser ferido na perna. A decisão foi proferida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade contra os réus.
Ataque - Segundo a investigação policial, Pedro Henrique era o alvo principal do ataque, que foi planejado por uma organização criminosa. Os tiros foram disparados de uma motocicleta em movimento, atingindo Pedro Henrique e, acidentalmente, os adolescentes que estavam próximos. O ataque mobilizou diversas forças de segurança para identificar e prender os envolvidos.
Após apuração, a Polícia Civil reuniu provas como laudos periciais, depoimentos de testemunhas e confissões, que sustentaram a denúncia do Ministério Público.
Quem são os réus - Os cinco acusados foram pronunciados pelo juiz e irão a julgamento por diversos crimes, incluindo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Confira o papel de cada um no crime:
- 1. Kleverton Bibiano Apolinário da Silva: Apontado como mandante do crime, teria orquestrado o ataque de dentro do sistema prisional.
- 2. João Vitor de Souza Mendes: Acusado de ser o autor dos disparos que mataram os adolescentes e feriram Pedro Henrique.
- 3. Nicollas Inácio Souza da Silva: Identificado como o piloto da motocicleta de onde os tiros foram disparados; confessou sua participação durante depoimento na delegacia.
- 4. Rafael Mendes de Souza: Acusado de fornecer apoio logístico ao grupo, incluindo a motocicleta utilizada no ataque e sua residência como local de planejamento.
- 5. George Edilton Dantas Gomes: Motorista de aplicativo, apontado como responsável por auxiliar na fuga de três acusados após o crime.
Os crimes imputados aos réus incluem homicídio qualificado por motivo torpe e meio que impossibilitou a defesa das vítimas, tentativa de homicídio, receptação de bens, posse ilegal de arma de fogo e porte ilegal de arma de uso restrito.
Prisão preventiva mantida - O magistrado decidiu manter a prisão preventiva dos acusados, alegando que as circunstâncias que justificaram as prisões iniciais ainda se sustentam. As detenções são revisadas periodicamente e permanecem válidas.
Próximos passos - A decisão de pronúncia permite que os acusados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Contudo, eles podem recorrer da decisão em instâncias superiores. Caso não apresentem recursos, ou após o julgamento destes, a data para o júri será definida.
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