Alcides Bernal, de 60 anos, ex-prefeito de Campo Grande, teve a prisão preventiva decretada na manhã desta quarta-feira, dia 25, após passar por audiência de custódia no Fórum Cível e Criminal. Ele ficará no Presídio Militar, em sala de Estado-Maior pela condição de ser advogado.
Ele é acusado de cometer homicídio do servidor estadual Roberto Carlos Manzzini, de 61 anos, durante uma briga pela posse de um imóvel na rua Antônio Maria Coelho. A vítima foi atingida por dois disparos de arma de fogo e morreu no interior da casa.
O advogado Oswaldo Meza, que faz a defesa de Bernal, explicou que a decisão do magistrado em manter o ex-prefeito teve peso favorável ao depoimento da testemunha e o posicionamento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. No entanto, a defesa considerou “estranho” o juiz ter avançado no mérito mesmo sem provas completas.
Mezainformou que será enviado um habeas corpus ainda nesta quarta para tentar a liberdade provisória do ex-prefeito, ou, alternativamente, uma prisão domiciliar em razão das questões de saúde do cliente. O advogado sustentou a versão de legítima defesa, argumentando que Bernal não tinha intenção de matar.
A defesa voltou a frisar que Alcides Bernal morava no local, inclusive, tinha o escritório como parte do imóvel, mas ressaltou que havia sim, um processo envolvendo a Caixa Econômica Federal, mas que o leilão ainda não havia sido concluído e que não existia ordem de reintegração de posse por parte de Manzzini.
O caso está sendo investigado como homicídio qualificado.
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