Exames de DNA comprovaram que um homem, de 30 anos, foi responsável por estuprar e engravidar a enteada, de 12 anos, na cidade de Caarapó. O caso foi descoberto inicialmente pelo Conselho Tutelar e a investigação foi realizada pela Polícia Civil, que resultou no indiciamento do indivíduo por estupro de vulnerável.
A família da vítima acobertou o fato, criando uma narrativa de que um adolescente, colega de escola da garota, mantinha um relacionamento com a vítima e que isso gerou a gravidez.
O caso chegou até o conhecimento da Polícia Civil após o Conselho Tutelar notar que a adolescente apresentava sinais de gestação avançada. Integrantes do CREAS observaram que o padrasto da vítima apresentava uma inquietação e evitava interações sobre o tema.
Chamado para depor, o homem negou qualquer prática de ato sexual com a enteada. Porém, a Polícia Civil manteve dúvidas sobre o comportamento do homem e requisitou exames de DNA após o nascimento da criança.
O laudo emitido confirmou que o homem era o pai da criança, consequentemente, responsável pelo estupro de vulnerável. Ele foi indiciado pelo crime e se condenado, pode pegar até 27 anos de prisão.
"A Polícia Civil destaca a importância da atuação integrada entre órgãos de segurança pública, Conselho Tutelar, CREAS e toda a Rede de Apoio, cuja articulação permite romper o ciclo de silêncio que frequentemente envolve crimes sexuais intrafamiliares", diz nota da PCMS.
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Família escondeu a todo momento o estupro cometido pelo homem (Reprodução/Governo de Tocantins)



