A confusão promovida pelo pastor Wilton Melo Acosta, ex-presidente do Conselho Estadual de Pastores de Mato Grosso do Sul (CONSEPAMS), contra a nova diretoria comandada pelo bispo Roger Reggiori dos Santos, eleita em 11 de abril deste ano, pode colocar em risco a realização da "Marcha para Jesus" — um dos maiores eventos do segmento gospel, que tradicionalmente conta com apoio do Governo do Estado. Fontes internas alertam que o governo pode rever esse apoio em razão das constantes "ofensivas" de Acosta contra a atual gestão.
Em grupos de WhatsApp, Acosta tem propagado ataques contra o bispo Reggiori, vencedor das eleições — eleições que foram tumultuadas justamente por ações de Acosta. O clima de "racha" no CONSEPAMS tem incomodado até autoridades estaduais, já que o pastor direciona ataques pessoais ao bispo, criando um ambiente "pesado".
Conforme apurado, uma agenda foi protocolada junto à SETESC (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura) para tratar da coordenação e organização das marchas. A instabilidade provocada por Acosta, no entanto, ameaça a credibilidade do evento.
Justiça: derrotas sucessivas de Acosta
Na esfera judicial, Wilton Acosta tenta a todo custo anular o pleito que consagrou Roger Reggiori como presidente. Contudo, suas investidas têm sido sistematicamente rejeitadas.
A última "derrota" ocorreu em 11 de maio, quando a juíza Sueli Garcia, da 10ª Vara Cível, negou liminar que buscava impedir o registro da assembleia realizada em 11/04/2026. Mesmo diante das derrotas, Acosta insiste em manter as ofensivas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
Internamente, o que se observa é que "Wilton não aceita a derrota" e passou a atacar a honra do bispo Reggiori. Enquanto isso, o novo presidente já consolidou sua posição, regularizou a ata em cartório, assumiu a titularidade das contas e da escrita contábil, além de solicitar a mudança de titularidade na Receita Federal.
Nota oficial do CONSEPAMS
Em resposta às turbulências, o CONSEPAMS divulgou nota oficial e reforça o compromisso da nova diretoria com a transparência financeira e a manutenção do calendário de eventos, incluindo a Marcha para Jesus.
A nota também denuncia a circulação de informações falsas e difamatórias em grupos de WhatsApp, comunicadas à Polícia Civil em 13/05/2026. O Conselho lamenta que tais materiais, inclusive produzidos com inteligência artificial, sejam usados para manchar biografias e provocar tumultos.
O documento diz que Conselho está em contato com pastores da Capital e do Interior para fortalecer agendas e reestruturar o órgão representativo, colocando toda a diretoria à disposição para o bem comum. O CONSEPAMS está empenhado em colaborar com o corpo de Cristo e com a população cristã do estado.
Condenação de Wilton Acosta
O pastor Wilton Acosta também foi condenado em fevereiro deste ano em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). De acordo com a ação, ele foi investigado por utilização de bens e valores pertencentes à instituição de microcrédito e qualificação profissional e social de Mato Grosso do Sul (CREDIQUALI), vinculada à FUNTRAB e à então SEDHAST, para fins particulares.
O Ministério Público apontou ainda que Wilton Acosta e outros envolvidos teriam se associado para apropriação de valores e bens da instituição, com desvio em proveito próprio ou de terceiros.
Na mesma decisão, o filho do pastor, Lucas Rael Alves Acosta, também foi condenado no processo. Conforme sentença do juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, os condenados devem ressarcir o erário, pagar multa civil correspondente ao valor do acréscimo patrimonial indevido, além de ficarem proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios. Também foi determinada perda de função pública e pagamento de dano moral coletivo no valor de R$ 30 mil, com correção monetária.
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Marcha para Jesus em Campo Grande - Foto: Reprodução 



