O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, vetou o projeto aprovado na Câmara de Vereadores que havia proibido a instalação de máquinas com preservativos na rede pública e particular de ensino na cidade e nos órgãos municipais. Segundo mensagem publicada nesta sexta-feira (21), no Diário Oficial, a proposta era genérica e atingia unidades hospitalares.
O projeto foi aprovado pelos vereadores no dia 15 setembro deste ano como medida contrária a um projeto do governo federal denominado Saúde e Prevenção nas Escolas. Os autores do projeto, os vereadores Paulo Siufi (PMDB), Herculano Borges (PSC) e João Rocha (PSDB) justificaram no período que a instalação de máquina com camisinhas na escola poderia estimular os jovens precocemente.
De acordo com a mensagem publicada pelo prefeito hoje, o projeto aprovado pelos vereadores permitia apenas a instalação das camisinhas nas Unidades Básicas de Saúde. Segundo o veto, a medida "remete a um erro de aplicação", pois proibiu o equipamento em instituições como Hospital do Homem, Hospital do Dia e Centro de Especialidades Médicas, que desenvolvem campanhas de combate às doenças sexualmente transmissíveis.
Segundo o texto, a medida também é genérica em relação às escolas de Campo Grande. O prefeito avaliou que a instalação de máquinas na rede do ensino fundamental e nos centros de educação infantil é válida, mas que a distribuição de camisinhas para alunos do ensino médio pode ser feita, desde que haja orientação pedagógica.
"Ressaltamos que não somos radialmente contra o referido projeto, sugerimos inclusive uma nova proposta que atinja o ensino fundamental", diz a mensagem.
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