A menos de seis meses das eleições gerais de 2026, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul acendeu o alerta para o avanço da desinformação e do uso irregular de inteligência artificial durante a campanha eleitoral. Para o órgão, o eleitor terá papel decisivo no combate a conteúdos falsos e práticas ilícitas ao longo do processo eleitoral.
O aviso parte do Núcleo Eleitoral do MPMS, que vê no comportamento da população uma das principais barreiras contra crimes eleitorais. Segundo o coordenador do setor, promotor de Justiça Moisés Casarotto, a circulação acelerada de conteúdos manipulados nas redes sociais exige mais cautela dos eleitores antes de compartilhar informações políticas.
Entre as preocupações do Ministério Público está o uso de inteligência artificial para criação de materiais de propaganda eleitoral. Conforme o promotor, a utilização da tecnologia é permitida, desde que o conteúdo produzido seja identificado de forma clara ao eleitor. O MPMS também recomenda que informações suspeitas sejam verificadas em veículos de imprensa e canais oficiais.
O órgão reforçou ainda que a fiscalização eleitoral deve se intensificar nos próximos meses, principalmente em relação à compra de votos, transporte irregular de eleitores e propaganda antecipada. O trabalho será realizado de forma conjunta entre promotores eleitorais e a Procuradoria Regional Eleitoral.
Além do combate à desinformação, o MPMS orienta os eleitores a regularizarem a situação do título eleitoral dentro dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral. Em Mato Grosso do Sul, milhares de títulos foram cancelados nos últimos meses por ausência nas urnas sem justificativa.
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