A crise da saúde em Campo Grande está novamente na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Desta vez, um inquérito civil (IC) investiga e cobra providências para a ampliação do acesso e da oferta de exames de biópsia de próstata aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme o próprio Ministério Público, mais de 100 pacientes aguardam o exame desde fevereiro de 2025, com solicitações que, em alguns casos, ultrapassam 300 dias de espera. Essa situação é considerada excessiva pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece como prazo aceitável até 100 dias para exames eletivos, o que reforça a gravidade do cenário.
As apurações mostraram que, embora o procedimento esteja previsto em três unidades hospitalares de Campo Grande — Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, Santa Casa de Campo Grande e Hospital do Câncer Alfredo Abrão —, apenas este último mantém a realização regular. A Santa Casa suspendeu os atendimentos eletivos em setembro de 2025, e o Hospital Universitário bloqueou as agendas em maio do mesmo ano devido a problemas técnicos em equipamentos, o que reduziu drasticamente a oferta de vagas.
Considerando isso, a 76ª Promotoria de Justiça requisitou informações detalhadas às Secretarias Municipal (Sesau) e Estadual de Saúde (SES) sobre a capacidade instalada, contratos com prestadores privados, número de exames ofertados mensalmente e medidas em andamento para ampliar a oferta. Também foram solicitados esclarecimentos das unidades hospitalares sobre a possibilidade de retomada dos atendimentos ou justificativas formais para a suspensão.
Segundo a Promotoria de Justiça, o foco é garantir a oferta de exames de biópsia de próstata, indispensáveis para o diagnóstico precoce do câncer que mais acomete homens no país.
Além disso, no âmbito do inquérito civil, foi determinada a juntada de nota técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que reforça a importância da biópsia de próstata para o diagnóstico precoce. O Inca aponta que o câncer de próstata é o tipo mais comum entre homens no Brasil (excluindo o câncer de pele não melanoma) e o segundo em mortalidade, atrás apenas do câncer de pulmão.
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Foto: Reprodução / Ministério da Saúde 


