O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou como crítica a situação de Dourados, município em emergência por conta do avanço da chikungunya, durante visita realizada na sexta-feira (3).
“Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, afirmou o ministro.
Dados do governo estadual apontam que Mato Grosso do Sul já soma 1.764 casos confirmados da doença desde janeiro, além de 1.893 em investigação. Dourados concentra o maior número de registros, com 759 casos prováveis. A situação é mais grave na Reserva Indígena, onde ocorreram cinco das sete mortes confirmadas no estado, incluindo dois bebês.
Segundo Terena, os recursos federais para enfrentamento da doença já foram repassados e estão disponíveis para estados e municípios, responsáveis pela execução das ações emergenciais. Entre as medidas adotadas, o Ministério da Saúde vai contratar e capacitar 50 agentes de combate a endemias, além de mobilizar 40 militares para reforçar o atendimento e o controle do mosquito Aedes aegypti.
“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro ao cobrar melhorias na coleta de lixo nas aldeias, consideradas áreas mais vulneráveis à proliferação do mosquito.
A situação de emergência em Dourados foi reconhecida pelo governo federal no fim de março, após decreto municipal. Desde então, cerca de R$ 3,1 milhões foram destinados à cidade para ações de assistência, limpeza urbana e vigilância em saúde. Equipes da Força Nacional do SUS seguem atuando na região, especialmente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde o cenário epidemiológico ainda é considerado instável.
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Foto: Ministério dos Povos Indígenas 



