Um estudo publicado na revista científica JAMA Network, na segunda-feira (13), mostrou que cheiros tradicionais e familiares remetem a boas lembranças, e que senti-los pode ajudar a aliviar sintomas da depressão.
A pesquisa foi liderada por psiquiatras da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e comparou os efeitos de se estimular boas lembranças através de palavras e cheiros.
Foram utilizados 24 cheiros, e uma das principais descobertas do estudo foi que as fragrâncias foram mais eficientes para evocar memórias. Foi observada uma média de 68% de eficácia dos odores frente a 52% dos vocábulos.
Um dos sintomas da depressão profunda é a dificuldade de processar lembranças, já que a queda de receptores cerebrais motivada pela condição atrapalha o acesso às memórias, especialmente as positivas.
A pesquisa apontou que o olfato pode reequilibrar essas recordações. “As memórias evocadas pelo odor podem ser únicas em relação a outros estímulos, como auditivos e visuais, e conter emotividade”, afirmaram os pesquisadores.
A neurocientista Kimberly Young, líder do estudo, explicou que se houver uma melhora na memória, uma série de benefícios surgirão como consequência disto. “Se melhorarmos a memória, poderemos impactar a resolução de problemas, a regulação emocional e outros problemas funcionais que indivíduos deprimidos frequentemente experimentam”, informou.
Apesar das descobertas, os pesquisadores não conseguiram explicar por que as memórias evocadas através do olfato são mais intensas. O nome escolhido para esse efeito foi de fenômeno Proust, em homenagem ao autor francês Marcel Proust, autor do livro ‘Em busca do tempo perdido’, onde ele se relembra da história a partir do cheiro de madeleines molhadas no café.
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