A licitação para a construção do Hospital Municipal de Campo Grande deve ser reformulada e pode até ser reaberta do zero. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela, durante reunião com a Promotoria de Justiça, realizada em 15 de janeiro deste ano.
Na ocasião, o secretário admitiu que não há recursos financeiros suficientes para executar o projeto da forma como ele foi originalmente estruturado. Diante desse cenário, a prefeitura de Campo Grande estuda chamar o Governo do Estado para participar da discussão e, eventualmente, contribuir com recursos para viabilizar a obra.
Segundo foi exposto ao promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, já houve ao menos uma reunião específica para tratar do impasse financeiro. Também foi reconhecido que a localização do hospital, definida em momento anterior, não passou por um debate político e social mais amplo à época da escolha.
Com isso, o entendimento atual é de que pode ser necessário reformular o projeto ou até mesmo reabrir a licitação, reiniciando praticamente todo o processo, como forma de tentar destravar a implantação do hospital.
Durante as discussões, foi mencionada a possibilidade de criação de uma força-tarefa para acelerar as decisões sobre o projeto. Também foi destacado que, caso o hospital seja implementado, o atendimento inicial deverá se limitar à média complexidade, não funcionando como unidade completa.
Licitação travada desde 2024
Desde a última eleição, a prefeita Adriane Lopes (PP) promete a implantação de um complexo hospitalar municipal em Campo Grande. No entanto, a obra ainda não teve início.
A Concorrência Eletrônica nº 011/2024, que trata da contratação de pessoa jurídica para a construção do complexo hospitalar na modalidade “built to suit”, está paralisada desde setembro de 2024, conforme dados do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).
Já se passaram 1 ano e 6 meses sem qualquer avanço no terreno localizado na rua Augusto Antônio Mira, no bairro Chácara Cachoeira. O processo licitatório foi travado após impugnações e pedidos de esclarecimentos apresentados por empresas interessadas no certame.
Pelo projeto atualmente parado, o custo total da construção do hospital, considerando o prazo contratual de 20 anos (240 meses), pode chegar a R$ 1,23 bilhão. O edital prevê que o município estaria disposto a pagar até R$ 5.142.403,37 por mês.
Até o momento, não há definição sobre quando ou como a licitação será destravada. O Ministério Público acompanha o caso, diante da judicialização de tratamentos por pacientes em meio à crise da saúde pública de Campo Grande.
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Marcelo Luiz Brandão Vilela e prefeita Adriane Lopes - Foto: Redes Sociais 



