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Aplicativos ajudam a monitorar a boa forma, o coração e o sono

21 agosto 2011 - 11h36

A febre dos aplicativos de celulares acendeu o sinal de alerta de especialistas em medicina, nutrição e atividade física. Os telefones agora ensinam posturas de ioga, monitoram o ritmo do coração e gorduras do sangue, velam o sono (gravando até o ronco), e ainda programam a rotina de exercícios, acompanhando cada passo de uma corrida com a ajuda do GPS. Mas nem tudo o que os celulares oferecem é benéfico para a saúde, e eles não substituem a consulta.

Para se ter uma ideia do sucesso dos serviços agora disponíveis, estima-se que meio bilhão de pessoas em todo o mundo usará aplicativos (apps) de saúde até 2015, segundo o relatório Global Mobile Health Market Report 2010-2015. Hoje, já existem no mercado cerca de 17 mil apps para cuidar da saúde, entre pagos e gratuitos, sendo que 43% desse total foram desenvolvidos para profissionais e empresas do setor. Na opinião do cardiologista Cláudio Domênico, alguns apps em cardiologia ajudam o público em geral, mas devem ser usados com cautela.

- Os apps não substituem a consulta - diz o médico, que vê mais benefícios dos apps para profissionais. Ele tem o Hidoctor, que lhe permite acessar a qualquer hora dados e receitas de seus pacientes.

Há apps de saúde em quase todas as especialidades. Se a pessoa quiser cuidar melhor da pele, tem o Doctor Derm, que explica 135 problemas dermatológicos, fala sobre medicamentos e traz glossário. Outros dois seguem esse modelo: A2Z to Dermatology e Pocket Derm.

- São educativos, mas autodiagnóstico e automedicação não fazem bem. Esses apps ajudam depois que o paciente já tem um diagnóstico confirmado - diz Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Ainda com relação à pele, Leandra diz que é preciso ter cuidado com os apps direcionados a diagnóstico, como o Skin Scan (que verifica chances de câncer da pele), e tratamentos, como o AcneApp, que se propõe a combater espinhas, emitindo luz especial e prometendo fototerapia para a pele.

- Qual o comprimento de luz um iPhone ou iPod é capaz de emitir? Quantas sessões são necessárias? Qual a distância que se deve colocar o aparelho da pele? Isso é aprovado por órgãos reguladores, como FDA, nos EUA, e Anvisa, no Brasil? São perguntas ainda sem respostas - alerta.

E quanto à insônia? Há apps que dizem que, em vez de ficar rolando na cama, basta ligar o celular. Alguns deles emitem sons para relaxar, ensinam técnicas simples de meditação e de respiração. E há programas que fazem muito mais: monitoram o sono e mostram quantas vezes uma pessoa acorda à noite, além de gravar o ronco.

- Podem estimular a sonolência, mas não devem ser usados em excesso, porque a interatividade com as várias funções do aparelho piora a qualidade do sono. Apps que registram o sono são interessantes, mas não substituem exames como polissonografia - diz o biomédico Gabriel Natan Pires, da Unifesp.

É, porém, na área de dietas e de atividades físicas que os apps mais se multiplicam. Os mais baixados são os de contagem de calorias.

- Apps ajudam as pessoas a se policiarem, mesmo não sendo 100% exatos. Por exemplo, o refrigerante zero não tem calorias, mas engorda. Se comer fosse só somar e subtrair, seria trabalho de contabilidade e não de nutrição - diz a nutricionista Patricia Davidson Haiat, que acha o aplicativo do Vigilantes do Peso uma boa opção.

Na hora de se exercitar, os apps permitem melhorar o rendimento em várias modalidades. O aplicativo iMap my run é um dos mais indicados por treinadores de corrida e permite montar diferentes planilhas de treino. Os apps também dão uma força na sala de musculação.

Com informações do jornal O Globo.

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