A partir de 2014, quatro ou cinco brasileiros viajarão ao espaço a cada dia. A meta é de Roberto Silva, presidente da Sanchat Tour, operadora que em pouco mais de um ano realizará os sonhos de quem se dispuser a pagar US$ 107 mil, cerca de R$ 223 mil, para passar uma hora voando em uma nave espacial que, durante um período de seis a oito minutos, ficará em órbita com os motores desligados. A novidade foi lançada durante o Festival de Turismo de Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul.
Especializada no turismo na América Central, México e Caribe, a Sanchat Tour levará os clientes à base de Curaçao, nas Antilhas Holandesas. O pacote inclui a viagem à ilha caribenha e hospedagem de três dias em um hotel. “Daremos toda a assistência de uma viagem de turismo. O viajante será recepcionado por pessoas que falam português e visitarão o escritório que temos lá”, explica Silva.
Desde que a empresa começou a divulgar a novidade, três pessoas se interessaram no país. Em todo o mundo, mais de 60 já fizeram reservas. O que não significa, necessariamente, que eles viajarão ao espaço. “Primeiro se faz a reserva. Depois, começa todo o processo, com a assinatura de contrato e realização de exames. Para viajar ao espaço é preciso ter mais de 18 anos e a saúde perfeita”, explica o presidente da empresa, que garante que o pagamento só é feito após o turista ser considerado apto.
A Space Expedition Curaçao (SXC) é um projeto elaborado por quatro empresários holandeses, e tem a chancela da companhia aérea KLM. As naves serão comandadas por piloto de caças F16, já acostumados a romper a barreira do som. “São profissionais de alto gabarito", diz Silva.
Cada nave transportará apenas um passageiro, que sentará ao lado do piloto. Silva ressalta que o veículo espacial não tem estrutura para levar mais de duas pessoas, e vê uma vantagem. “Assim um não desespera o outro. O que é mais fácil, segurar um ou dois cachorros?”, compara.
A Sanchat Tour adquiriu duas naves. Uma delas, a MK1, está sendo usada em testes na California, nos Estados Unidos. As viagens pagas serão feitas pela MK1 Lynx, que ainda precisa de 100 voos para ser considerada apta a transportar turistas. A ideia é que, a longo prazo, a operadora tenha cinco aeronaves capazes de transportar passageiros. Assim, o número de pessoas que já viajaram no espaço, 528 segundo a empresa, terá um aumento significativo com a contribuição do Brasil.
Via G1
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Meta de Roberto Silva é ter de quatro a cinco voos por dia. 



