A citricultura avança em ritmo acelerado em Mato Grosso do Sul e ganha protagonismo no debate sobre desenvolvimento sustentável do agronegócio no Estado. A expansão dos pomares, o interesse de novas indústrias e a necessidade de mão de obra qualificada pautaram o MS Citrus Summit, realizado nesta quinta-feira (11) no Teatro Sesi, em Três Lagoas.
O encontro reuniu especialistas, produtores, setor público e representantes industriais para discutir estratégias de consolidação da cadeia da laranja nos próximos anos.
Para o vice-presidente da Fiems, Crosara Júnior, a presença da indústria no debate é fundamental para garantir que o avanço dos pomares seja acompanhado por políticas de qualificação profissional e estratégias de atração de empresas. Ele destacou que “a citricultura integra a expansão da matriz industrial do Estado, com forte potencial de crescimento”, lembrando que os atuais projetos estimam ultrapassar 35 mil hectares, patamar considerado decisivo para viabilizar a instalação de plantas industriais.
Com mais de 15 mil hectares plantados e cerca de 7 milhões de mudas em produção, a cultura já se posiciona como uma das principais apostas para diversificação econômica e atração de investimentos. Projeções do setor indicam a prospecção de mais de 30 mil hectares adicionais, reforçando o potencial do Estado para receber empreendimentos e ampliar sua participação no mercado nacional.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, reforçou que a consolidação em escala industrial depende da expansão coordenada das áreas plantadas. Segundo ele, é necessário atingir ao menos 25 mil hectares consolidados para tornar o Estado ainda mais competitivo e atrair indústrias de processamento. A logística é um dos fatores determinantes: “Não é interessante transportar laranja por longas distâncias; por isso, a oferta local é decisiva para o setor”, explicou.
Com metas que projetam chegar a 100 mil hectares de laranja até 2030, o MS Citrus Summit destaca o alinhamento entre produtores, indústria e gestão pública na construção de um ambiente favorável ao crescimento consistente da cadeia produtiva.
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Foto: Divulgação 


