O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (11), estar surpreso com o “grau de promiscuidade” da comunicação entre os integrantes da operação Lava Jato e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, após divulgação de conversas pelo site The Intercept Brasil.
Segundo o portal Uol, Lula ainda ratificou aos seus advogados que já sabia do suposto conluio entre seus acusadores e seu julgador, mas ressaltou que não esperava que isso se tornaria público tão rapidamente. “A verdade fica doente, mas não morre”, disse o ex-presidente a seus advogados.
Cristiano Zanin, um dos advogados que defendem Lula, disse que o teor da conversa deve ser usados em recurso para a liberdade do ex-presidente. Para Zanin, o conteúdo das reportagens divulgadas confirma o que ele e outros advogados de Lula vêm afirmando há anos. “As reportagens reforçam que o ex-presidente não teve direito a um julgamento imparcial. Mostra que Moro não atuou como um juiz equidistante. Atuou como um coordenador da acusação, que depois preferiu um veredicto que ele próprio ajudou a construir”, destacou.
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A defesa usará o teor da conversa em recurso para a liberdade do ex-presidente (reprodução)



