O banco americano Goldman Sachs defendeu nesta terça-feira (30), após as críticas recebidas por parte de lideres da oposição venezuelana, sua decisão de comprar US$ 2,8 bilhões em bônus do Banco Central da Venezuela. A informação é da agência Efe.
"Investimos em bônus da Petroleos de Venezuela (PDVSA) porque, como muitos outros neste setor, acreditamos que a situação nesse país deve melhorar com o tempo", afirmou o banco em nota. Um porta-voz do Goldman Sachs explicou que esses títulos, emitidos em 2014, foram comprados nos mercados secundários através de um corretor, em uma operação na qual não houve interação direta com o governo venezuelano.
"Reconhecemos que a situação é complexa e mutável e que a Venezuela está em crise. E concordamos que a vida (nesse país) tem que melhorar e, em parte, fizemos este investimento porque acreditamos que assim será", acrescenta a nota.
Valor facial
No fim de semana, o The Wall Street Journal publicou que o departamento de gestão de ativos do banco pagou 31 centavos de dólar, ou um total de US$ 865 milhões, pelos bônus emitidos pela estatal PDVSA em 2014 com vencimento em 2022. Com essa compra, que totaliza um valor facial dos bônus de U$ 2.8 bilhões, a Goldman Sachs agora possui a grande maioria dessa série de bônus originalmente emitidos pela PDVSA e que totalizam em torno de U$ 3 bi.
O investimento foi feito em meio a uma onda de protestos a favor e contra o governo de Nicolás Maduro, que em algumas ocasiões acabam em violência. Em quase dois meses, já foram contabilizadas 59 mortes ligadas às manifestações, segundo dados do Ministério Público.
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