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Após PSB deixar base aliada, Coelho Filho continua ministro de Minas e Energia

O PSB vem cobrando que Coelho Filho deixe o cargo desde que as delações premiadas dos donos e executivos da JBS vieram a público

22 maio 2017 - 14h58Agência Brasil

Quarenta e oito horas após seu partido – o PSB – anunciar oficialmente que estava deixando a base aliada do governo do presidente Michel Temer, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, seguia despachando normalmente em seu gabinete, em Brasília.

O PSB vem cobrando que Coelho Filho deixe o cargo desde que as delações premiadas dos donos e executivos da JBS vieram a público, na última quinta-feira (18).

Apesar da crescente pressão de segmentos da legenda, Coelho Filho ainda não deixou claro se entregará o cargo ou se permanecerá, à revelia da decisão do partido. Assessores próximos dele não se arriscam a antecipar os próximos passos do político pernambucano, filho do atual senador e ex-ministro da Integração Nacional do primeiro governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho.

No sábado (20), Coelho Filho foi o único filiado ao PSB a comparecer a um almoço no Palácio da Alvorada, logo após o presidente Temer anunciar que as acusações do dono da JBS, Joesley Batista, não o levariam a renunciar ao cargo. No mesmo dia, o ministro pediu até 48 horas para anunciar à Executiva se fica ou não no cargo. Agora, encerrado o prazo, ele estaria aguardando o resultado de uma reunião das bancadas do partido na Câmara e no Senado, segundo fontes do partido.

Em nota divulgada hoje (22) nas redes sociais, o diretório nacional do PSB voltou a mencionar a hipótese de expulsar Coelho Filho, após a conclusão do processo disciplinar instaurado pelo Conselho de Ética, quando o ministro se afastou do cargo, e retornou a Câmara dos Deputados para votar a favor das reformas trabalhista e Previdenciária, contrariando decisão do partido.

“As deliberações da Comissão Executiva não podem ser, em hipótese alguma, disputadas ou relativizadas por qualquer dos integrantes do partido, dado o cenário em que ocorreram e a unanimidade de que foram objeto”, diz a nota. “A sanção, que eventualmente se venha a aplicar, terá por fundamento, não apenas a infringência de disposições partidárias, mas a insensibilidade política para com as urgências dos segmentos populares”, acrescentou o PSB.

Nesta nota, o partido é mais enfático, ao afirmar que, enquanto instituição partidária, “nunca integrou o governo”. Já na quinta-feira (18), o presidente do partido, Carlos Siqueira, e outros líderes da legenda sustentavam que o PSB jamais indicou ou chancelou o nome de Coelho Filho para ocupar o ministério. A legenda reitera a sugestão para que Temer renuncie à Presidência da República a fim de “evitar que seu julgamento amplie a crise que penaliza de maneira seríssima o país”.

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