Internado desde sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. O boletim médico mais recente aponta melhora no quadro, com evolução nos pulmões e redução dos marcadores inflamatórios.
Atualmente, ele está em uma unidade de cuidados intermediários, considerada um estágio entre a UTI e o quarto. Apesar de ainda não haver prazo oficial para alta da unidade, a equipe médica avalia que o tratamento com antibióticos está na metade e, caso continue evoluindo, há possibilidade de transferência nos próximos dias.
Bolsonaro também realiza fisioterapia respiratória e motora como parte do tratamento. Ele foi internado após apresentar vômitos, calafrios e outros sintomas, sendo diagnosticado com infecção pulmonar bacteriana. O quadro chegou a piorar no sábado (14), com alterações renais e inflamatórias, mas apresentou melhora a partir dos dias seguintes, permitindo a mudança para a unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).
Paralelamente ao tratamento, a defesa do ex-presidente aguarda decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sobre um novo pedido de prisão domiciliar. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses no caso da trama golpista.
Na terça-feira (17), os advogados voltaram a solicitar a medida, argumentando que não se trata de privilégio, mas de garantir condições adequadas de tratamento médico, com acompanhamento contínuo e acesso rápido a atendimento em caso de emergência. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também reforçou o pedido em reunião com o ministro, que informou que irá analisar o caso sem prazo definido.
Segundo a defesa, o quadro de saúde exige atenção e a permanência em custódia pode representar risco progressivo ao ex-presidente.
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Jair Bolsonaro (Mateus Bonomi/Reuters)


