O auditor fiscal, Marco Aurélio Canal, ex-chefe de um setor da Lava Jato na Receita Federal, preso no dia 2 deste mês durante a Operação Armadeira, possuía R$ 230 mil em espécie na casa de seu tio, João Batista da Silva, que também foi preso.
As informações sobre o dinheiro estão no depoimento de João prestado à Polícia Federal quando foi deflagrada a operação. Os policiais encontraram em sua casa R$ 865,9 mil em espécie em sua casa guardados atrás de livros, e deste total, R$ 232 mil era de Aurélio.
Os valores foram entregues nos últimos seis meses para realizar pagamento para Canal e sua família, segundo depoimento de João. Os depósitos eram feitos duas vezes a cada mês.
De acordo com o Ministério Público, segundo o declarante, sua casa funcionava como banco ao seu sobrinho que guardava uma quantia de R$ 38 mil por mês para Marco Aurélio apenas pagar suas contas, que seriam levadas pessoalmente por sua esposa para o escritório, disse João.
Batista teve a prisão temporária convertida em preventiva em razão do volume de dinheiro apreendido em sua residência. Ele se tornou alvo das investigações por suspeita de que ele operava na lavagem de dinheiro de Canal em operações imobiliárias.
Marco Aurélio se tornou pivô da polêmica entre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e a força-tarefa do Rio de Janeiro depois que seu nome foi identificado como destinatário dos documentos produzidos sobre o ministro, seus familiares e outras 133 autoridades.
Gilmar é relator da Lava Jato do Rio de Janeiro no STF e já concedeu habeas corpus a investigados como o empresário Eike Batista. O ministro também foi alvo de dois pedidos de suspeição por sugestão da equipe fluminense.
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O auditor fiscal, Marco Aurélio Canal, ex-chefe de um setor da Lava Jato na Receita Federal, foi preso no último dia 2 (Site Leia Já)



