Embora o PSB não tenha interesse em uma aliança nacional com o PT em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois partidos reabriram as negociações para acertar as alianças estaduais e, nos cenários mais simbólicos, estão a reeleição dos governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).
O aval para discussões de alianças em 10 estados, inclusive Pernambuco, foi dado pelo próprio Lula à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quando ela e o ex-prefeito Fernando Haddad o visitaram na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na quinta-feira. Liberado para agir, Pimentel aproveitou o Fórum dos Governadores do Nordeste e de Minas Gerais ocorrida, ontem, no Recife, para ter um encontro reservado com Câmara.
Em conversa com os jornalistas em Curitiba, Haddad havia dito que o ex-presidente Lula recomendou a ele conversar com outros partidos. “Ele quer que seu plano de governo reflita as boas ideias de governadores como Flávio Dino, Paulo Câmara e Ricardo Coutinho”, disse, acrescentando que é de interesse de Lula que o PT mantenha o diálogo com os partidos progressistas e de oposição ao governo Temer, independentemente de terem candidaturas próprias à sucessão de outubro.
A citação a Câmara não foi por acaso e a construção da aliança em Pernambuco é para o PT apoiar o governador já no 1º turno e, inclusive, já está marcada uma visita de Haddad, que é coordenador do plano de governo de Lula, ao Palácio Campo das Princesas já na próxima semana. A aliança entre PT e PSB nos dois estados implicaria em as duas legendas lidarem com dificuldades semelhantes para abrir mão de ter candidatos próprios aos governos.
Câmara quer o PT na sua chapa à reeleição e o partido teria que tirar a vereadora Marília Arraes (PT), bem colocada nas pesquisas de intenção de votos, da disputa. Nesse caso, a situação é mais delicada, pois, segundo informações, Marília não aceitaria aderir à chapa PT/PSB para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde certamente seria eleita. Com mandato de vereadora até 2020, se o acerto por Paulo Câmara ocorrer, ela ficaria fora da disputa. Já em Minas, Pimentel quer o
PSB como aliado para continuar no Palácio de Tiradentes, o que levaria a legenda a não lançar mais o ex-prefeito Márcio Lacerda ao governo. Amigo de Ciro Gomes, Lacerda tem seu nome cotado para ser candidato a vice em uma provável coligação entre PSB e PDT na candidatura à Presidência da República. A reunião da Executiva Nacional do PSB ainda não foi marcada e a expectativa é que as decisões não saiam antes de junho. O ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, negou que as discussões entre PT e PSB acerca da parceria eleitoral haviam se exaurido como foi comentado. Segundo ele, as conversas estão acontecendo em todos os estados e estão praticamente certas as alianças entre PT e PSB no Acre, Amapá, Ceará, Piauí, Paraíba e Bahia.
Assim como em Minas e Pernambuco, há também uma negociação no Rio Grande do Norte em torno do nome da senadora Fátima Bezerra (PT) ao governo potiguar. No Espírito Santo, onde o ex-governador Renato Casagrande (PSB) tentará voltar ao cargo, as tratativas estão acontecendo, mas um acordo ainda não é certo. Em pelo menos oito estados, as duas legendas não farão coligação como são os casos de Brasília e São Paulo, comandados pelo PSB.
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