Um dos focos do projeto é levar informações sobre a ditadura a quem não conhece este período do país, conhecido, também, como Anos de Chumbo. O material disponível conta a história da época sobre vários aspectos, abrangendo a atuação dos movimentos de resistência, a censura, as violações de direitos humanos, a produção artística e cultural do período e o cenário internacional.
O site tem cerca de 50 depoimentos publicados. Neles, as pessoas relatam momentos vividos durante a ditadura militar e a percepção que têm do período.
O portal tem linha do tempo da ditadura, biografias de pessoas que atuaram no período e mapas com links de conteúdo. Produzido em código aberto WordPress, pode ser acessado por computador, tablet ou celular e garante a acessibilidade às pessoas com deficiência.
Presa e torturada durante a ditadura militar, a ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menegucci, falou sobre as marcas da violência física e psicológica sofrida no período. Ela destacou que as violações ocorridas durante a ditadura não podem ser esquecidas para evitar que se repitam. “Não podemos deixar que o passado caia no esquecimento. Precisamos lembrar sempre do que aconteceu e colocar nossa lente do futuro para que isso jamais se repita”, avaliou.
A parte destinada aos educadores tem orientações sobre didática, sugestões de leitura e filmes destinados ao preparo dos professores. O ministro da Educação, Henrique Paim, disse que o portal será divulgado nas escolas para estimular que os educadores acessem o material e abordem o tema em sala de aula.
Ele destacou a importância da educação para a preservação da memória. “Vai ser de muita valia para o sistema educacional brasileiro e para toda a sociedade para que tenhamos a memória viva de tudo que ocorreu na ditadura militar”.
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, ressaltou que o acervo de memória é colocado à disposição da população em um momento oportuno. Ela destacou os pedidos de intervenção militar que surgiram em manifestações recentes. “Temos uma parcela da população que advoga essa tese e, por isso, precisamos dar os instrumentos para que aqueles que não têm a informação saibam o significado de uma ditadura para que isso nunca mais aconteça no país”, disse.
O portal foi desenvolvido pelo Instituto Vladimir Herzog, com a participação de consultores e profissionais das áreas de educação e comunicação.Reportar Erro
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(Imagem: reprodução) 



