Menu
Menu
Busca quinta, 19 de março de 2026
Gov Rota Celulose Mar26 Capa
Brasil

Dengue: mais de 20% dos municípios brasileiros têm risco de surto

Estado de alerta por conta do mosquito é eminente em 2.069 municípios

10 junho 2018 - 10h12Agência Brasil

Dados do Ministério da Saúde revelam que 1.153 municípios brasileiros, o que corresponde a 22% do total, têm alto índice de infestação e risco de surto para dengue, zika e chikungunya, o que indica a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças, mesmo durante o outono e o inverno. Nessas estações, a tendência seria de cair a incidência de doenças associadas ao mosquito.

O mapeamento foi feito com base no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), que compila informações enviadas por gestores municipais. Neste caso, os dados foram coletados entre janeiro e meados de março. O LIRAa mostra que, além dos municípios que estão em situação mais vulnerável, 2.069 estão em alerta e 1.711 apresentam índices satisfatórios. A lista com a situação de cada cidade está disponível no portal do Ministério da Saúde

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção às ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okumoto. De acordo com o secretário, as ações ddevem reverter em maior proteção durante o verão, época de maior proliferação do Aedes aegipty. “Assim será possível manter a redução do número de casos”, adiantou.

Entre as capitais, apenas São Paulo, João Pessoa e Aracaju apresentam índices satisfatórios e não devem enfrentar problemas desse tipo.

De acordo com o ministério, Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Velho, Palmas, Maceió, Salvador, Teresina, Recife, Brasília, Vitória, São Luís, Belém, Macapá, Manaus e Goiânia estão no estágio de alerta. Natal e Porto Alegre realizaram levantamento por armadilha, utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Boa Vista, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande não enviaram informações.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia e professor da Universidade Feevale, localizada no município de Novo Hamburgo (RS), Fernando Rosado Spilki, considerou “impressionante” o índice de infestação no Brasil. Spilki disse que os riscos de ocorrência de novos surtos são elevados, pois, no caso da chikungunya, por exemplo, a população imune, inclusive por já ter contraído a doença, é relativamente baixa.

As características do Aedes aegypti também dificultam o combate, o que amplia o desafio de superar o problema. “Hoje, a praga número 1 a ser combatido é exatamente o Aedes aegypti, que tem entrado em muitos municípios, inclusive expulsando outras espécies, como o Aedes albopictus. E o aegypti tem a característica de não só ficar ao redor da casa, mas de entrar na casa, o que dificulta o combate”, detalhou Spilki.

O professor ressaltou que o Brasil não é o único país que sofre com o problema. “Há uma recrudescência dessa situação em toda a América do Sul. Há relatos de aumento de casos de doenças transmitidas no Peru e no Equador, acompanhando a situação brasileira. Não é, portanto, uma coisa exclusiva nossa, mas, como país, precisamos tomar uma ação de prevenção e vigilância, porque nossa população é muito grande.”

O Ministério da Saúde informa que as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti são permanentes e tratadas como prioridade. Entre as medidas tomadas para combater o mosquito está a criação da Sala Nacional de Coordenação e Controle, que orienta e articula ações contínuas ao longo do ano com governos estaduais e municipais para combate ao vetor e monitora a situação epidemiológica e as atividades para enfrentamento do mosquito. Além disso, os recursos para as ações de vigilância em saúde cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,94 bilhão em 2017.

Para este ano, a previsão é que o orçamento de vigilância em saúde para os estados chegue a R$ 1,9 bilhão.

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Ex-presidente, Jair Bolsonaro
Brasil
Jair Bolsonaro apresenta melhora e pode deixar UTI nos próximos dias
Mortalidade infantil diminuiu no país
Brasil
Brasil tem menor taxa de mortalidade infantil em 34 anos, diz Unicef
ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos
Brasil
Governo pode enviar projeto contra escala 6x1 com urgência se Congresso 'enrolar' a pauta
Acordo Mercosul-União Europeia
Brasil
Acordo entre Mercosul e União Europeia será promulgado nesta terça-feira
Receita encurta prazo para entregar declaração do IRPF 2026
Brasil
Receita encurta prazo para entregar declaração do IRPF 2026
Imagem ilustrativa
Brasil
Homem é preso após queimar filho de 6 anos com mingau quente
Andreia era médica e teve carro confundido com de assaltantes
Brasil
Médica é morta a tiros por policiais militares em abordagem no Rio
Foto: Reprodução
Brasil
Medida Provisória para renovação automática de CNH é prorrogada
Ex-presidente, Jair Bolsonaro
Brasil
Defesa de Bolsonaro espera novo laudo médico para pedir domiciliar
Bilhete da Mega-Sena
Brasil
Sem acertadores, prêmio da Mega-Sena vai para R$ 105 milhões

Mais Lidas

Mandado está sendo cumprido no Camelódromo
Polícia
Camelódromo é alvo de operação da PF contra esquema milionário de descaminho
Momento do crime - Foto: Arte / JD1
Polícia
Vídeo mostra execução a tiros e correria generalizada em adega lotada no Jd. Vida Nova
Marcas no corpo da criança - Foto:WhatsApp / JD1
Polícia
Criança é surrada pelo próprio pai; mãe busca proteção na Polícia Civil em Campo Grande
Prisão foi feita pela DHPP
Polícia
Homem é preso por atirar 13 vezes contra casal em Campo Grande