O governo poderá realocar recursos de ministérios para a intervenção no Rio de Janeiro, além de usar a arrecadação com a reoneração da folha, afirmou nesta quarta-feira (21), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em São Paulo, após participar do evento Lidera BB promovido pelo Banco do Brasil.
“O governo, para aportar recursos, tem três alternativas: tirar recursos de outras áreas, coletar mais imposto, e aí a única coisa que estamos falando é a correção dessa distorção que é a reoneração da folha, e endividamento do governo”, disse o ministro. Meirelles acrescentou que o país tem como limitador o teto do gastos, que “impede que haja um aumento descontrolado e insustentável dos gastos públicos”.
“Em resumo, levando-se em conta tudo isso é que vamos estabelecer essa equação da fonte de receitas, mas também de realocações de outros ministérios, de outras áreas do governo, não só para o Ministério da Segurança, mas também para a intervenção”, afirmou.
Terça-feira (20), o governo confirmou que destinará R$ 1 bilhão para a intervenção militar no sistema de segurança do Rio de Janeiro. O valor está aquém do divulgado pelo interventor federal, general Walter Braga Netto, que disse na última segunda-feira (19) que a intervenção precisa de R$ 3,1 bilhões para cobrir dívidas com fornecedores e colocar os salários em dia na área de segurança pública. Desse valor, o montante de R$ 1,5 bilhão teria que ser liberado ainda este ano.
Nessa segunda-feira, Meirelles disse esses recursos poderiam vir da reoneração da folha de pagamento de setores empresariais, cujo projeto de lei tramita no Congresso Nacional. O Projeto de Lei (PL) 8.456/17 trata da redução das renúncias fiscais sobre folhas de pagamento, prevendo o fim da desoneração de determinados setores da economia. A intenção é, com a chamada reoneração, aumentar a arrecadação do governo. O projeto é uma das 15 prioridades elencadas pela presidente Michel Temer para equilibrar as contas alternativas, com o adiamento da votação da reforma da Previdência.
Taxação do aço brasileiro
Meirelles disse que conversou ontem com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, sobre a taxação do aço. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criou uma tarifa para importação de aço e alumínio, com entrada em vigor na próxima sexta-feira (23).
Segundo o ministro, a conversa foi para explicar ao secretário que a taxação prejudica a economia a própria indústria do aço americana. “Grande parte do aço brasileiro é exportadA antes de se tornar o produto final. É importando pela indústria de aço americana que faz alguns procedimentos adicionais e vende o produto. Além de que não há essa preocução com o Brasil de preços injustos, de dumping [venda com preço abaixo do valor justo para eliminar a concorrência]”, disse Meirelles.
De acordo com Meirelles, Mnuchin disse que a explicação faz “todo o sentido” e se comprometeu a levar a posição a outras autoridades americanas.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Congresso Nacional retoma trabalhos em fevereiro com 73 vetos de Lula na pauta

Após cirurgia, Lula recebe alta, mas ficará em repouso no fim de semana Lin

Cachorro é morto com dez tiros em frente a ponto de ônibus em SP

Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha voltam ao Brasil

Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025

Vídeo: Fuga com lulu-da-pomerânia termina na delegacia

Polícia Federal prende suspeito de planejar atentado terrorista no Brasil

Caso Orelha: Justiça dá 24 horas para redes removerem informações sobre adolescentes

CPMI do INSS retoma trabalhos com foco em banqueiros e ouvirá Vorcaro





