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Número de inscrições no Enem deve ser menor este ano, diz ministro

As inscrições foram abertas às 8h de hoje. Até as 11h, 29.783 pessoas tinham concluído suas inscrições no exame

08 maio 2017 - 15h23Agência Brasil

O ministro da Educação, Mendonça Filho, estima que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terá 1 milhão de inscritos a menos do que a edição anterior. Segundo ele, isso deverá ocorrer principalmente porque a prova não servirá mais como meio para se obter uma certificação de conclusão do ensino médio.

Com isso, a expectativa do ministério, segundo Mendonça, é que 7 milhões de estudantes se inscrevam no exame para tentar ingressar em faculdades públicas ou particulares. “Estamos reforçando a DTI [Diretoria de Tecnologia da Informação] do Ministério da Educação, a área de informática, para que possa acolher o número enorme de inscrições previstas para o Enem 2017. Estamos calculando algo em torno de 7 milhões de inscritos”, ressaltou após participar do lançamento do Prêmio Professores do Brasil.

As inscrições para o Enem foram abertas às 8h de hoje. Até as 11h, 29.783 pessoas tinham concluído suas inscrições no exame, de acordo com balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O ministro defendeu o modelo que será adotado a partir deste ano, com a aplicação das provas em dois domingos seguidos. Nas edições anteriores, as provas eram feitas sábado e domingo de um mesmo fim de semana.

“O Enem de 2017 será muito mais equilibrado do ponto de vista de intensidade do stress do estudante. A gente vai aplicar essas provas em dois domingos com mais espaço para descanso entre uma prova e outra”, ressaltou.

As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro.

A certificação do ensino médio em um exame separado vai dar, de acordo com Mendonça, mais oportunidades aos que buscam a comprovação de conclusão dos estudos. “Aqueles que, porventura, precisam de certificação do ensino médio terão oportunidade em uma prova específica calibrada e desenhada com a finalidade de atender a este público. Do total de 1 milhão de inscritos que buscavam a certificação do ensino médio [com o Enem], apenas algo como 10% obtinham essa certificação.”

Fórum Nacional de Educação

Mendonça rebateu as críticas sobre as mudanças feitas pelo MEC no Fórum Nacional de Educação. No último dia 28, o governo excluiu da composição do fórum entidades como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), representantes da sociedade civil.

Por meio de nota, 21 entidades da sociedade civil criticaram as mudanças. “Em análise preliminar, percebe-se a intenção do governo de restringir a participação das atuais representações, excluindo entidades representativas de segmentos essenciais — como o campo, a pesquisa em educação e o ensino superior”.

Para o ministro, a intenção é evitar disputas partidárias dentro do fórum. “O que nós não queremos é que o Fórum Nacional de Educação se transforme em um ambiente de disputa político-partidária. Havia a disposição de alguns segmentos de transformar o debate da educação em um debate político-ideológico e partidário”, ressaltou.

O FNE foi criado em 2010, com as atribuições de coordenar as conferências nacionais de Educação e promover a articulação das conferências com as conferências regionais, estaduais e municipais que as precederem.

Outra função é acompanhar a execução do Plano Nacional de Educação (PNE), lei sancionada em 2014 que fixa metas para melhorar a educação até 2024. Uma das metas é investir, anualmente, pelo menos o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas pelo país) em educação até 2024. Atualmente, o setor educacional recebe o equivalente a 5,3% do PIB.

De acordo com Mendonça, mesmo com as alterações, que incluíram ainda o aumento do número de representantes do governo federal, o fórum continua refletindo a diversidade de pensamento sobre educação. “Todas as linhas de pensamento do ponto de vista de política educacional estão representadas, contemplando políticas relacionadas a minorias, a educação de jovens e adultos, educação indígena, no campo”, acrescentou.

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