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Segundo dia da Cúpula do Clima terá debates sobre transição energética

Acordo de Paris, NDCs e financiamento também estão na pauta

07 novembro 2025 - 09h23Luiz Vinicius, com informações da Agência Brasil    atualizado em 07/11/2025 às 09h33

A Cúpula do Clima, em Belém, entra nesta sexta-feira (7) no seu segundo e último dia com a retomada dos discursos dos líderes e representantes dos países participantes da COP30 e sessões temáticas sobre transição energética, o Acordo de Paris, Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.

Chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países estão em Belém para participar da Cúpula do Clima nos próximos dois dias. Considerando embaixadores e pessoal diplomático, a lista ultrapassa uma centena de governos estrangeiros representados na capital paraense.

A Cúpula do Clima antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, também em Belém. O objetivo é atualizar e reforçar os compromissos multilaterais para lidar com a urgência da crise climática.

Na prática, a Cúpula do Clima busca dar peso político às negociações que se seguirão pelas próximas duas semanas de COP30.

Programação - A programação desta sexta-feira tem início com a chegada dos líderes à Zona Azul, logo pela manhã.  Neste local, é autorizada a entrada de delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada. 

Na sequência, haverá uma nova sessão de foto de família, com os líderes participantes do evento. Depois, haverá a retomada dos discursos dos líderes sobre o clima.

Também haverá uma sessão temática sobre a transição energética. O Brasil tem defendido que é urgente acelerar a transição, com justiça climática, para proteger as florestas e também para combater as desigualdades, com um desenvolvimento sustentável e justo para as sociedades. 

Além do debate sobre transição energética, haverá uma sessão final, com a participação dos líderes, sobre os 10 anos do Acordo de Paris, as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e o financiamento de ações para combater a crise climática.

Agenda - Lula retoma nesta sexta-feira a agenda de reuniões bilaterais com chefes de Estado e de governo. Entre eles, o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unidos, Keir Starmer. 

Lula tem alertado para o fato de que a crise do clima, por sua natureza global e interdependente, só pode ser enfrentada de forma efetiva por meio da cooperação internacional e do fortalecimento do multilateralismo.

Primeiro dia  - Ontem (6), na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um chamado para que os países tomem ações concretas dos países para conter a elevação da temperatura global. O Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2025, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) mostra que está cada vez mais difícil alcançar a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, exigindo medidas mais contundentes para reverter o cenário catastrófico.

“A COP30 será a COP da verdade. É o momento de levar a sério os alertas da ciência. É hora de encarar a realidade e decidir se teremos ou não a coragem e a determinação necessárias para transformá-la”, disse Lula durante a abertura da Cúpula do Clima.

Depois abrir a plenária, o presidente recebeu as lideranças mundiais em um almoço oficial para o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, sigla em inglês).

Em entrevista coletiva, com a participação dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara foi anunciado que o fundo já conta com US$ 5,5 bilhões.

A cada ano, um país recebe o encontro, que tem como principal missão buscar formas de implementar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Esse documento foi adotado por diversos países em 1992, justamente em uma conferência no Brasil, a Eco92. Desde então, a meta geral passou a ser a de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

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