O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (14) a extradição do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. A medida foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Na quinta-feira (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, já havia determinado a prisão do italiano.
Em 1988, Battisti foi condenado na Itália por quatro homicídios cometidos quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo. Ele chegou ao Brasil em 2004, onde foi preso três anos depois.
Battisti foi solto da Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 9 de junho 2011. Ele voltou a ser preso em outubro do ano passado na cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele tentou sair do país ilegalmente com cerca de R$ 25 mil em moeda estrangeira. Após a prisão, Battisti teve a detenção substituída por medidas cautelares.
Com a decisão de Temer, a Itália consegue algo que vinha pedindo ao governo brasileiro há oito anos. O governo italiano pediu a extradição de Battisti, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti poderia ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo Supremo.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Petrobras volta a produzir ureia em fábrica de fertilizante no Paraná

Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

Com precatórios, governo tem maior déficit para meses de março

Anvisa manda recolher lote de sardinha após detectar salmonella

IBGE anuncia primeiro censo da população em situação de rua para 2028

TSE celebra 30 anos da urna eletrônica com evento aberto ao público em Brasília

Governo promulga tratado que facilita extradição entre Brasil e Emirados

Moraes manda demitir policiais condenados por tortura e reafirma entendimento do STF

Conselheiro que chamou brasileiras de 'prostitutas' pode virar 'persona non grata' no Brasil


Battisti foi condenado na Itália por quatro homicídios cometidos quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo (Reprodução)



