Menu
Menu
Busca domingo, 01 de fevereiro de 2026
Brasil

Temer decide não responder a perguntas da PF e pede arquivamento de inquérito

Os advogados de Temer formulam uma série de argumentos para o fato de as perguntas não serem respondidas

09 junho 2017 - 17h28

O presidente Michel Temer decidiu não responder às perguntas enviadas pela Polícia Federal no inquérito que trata das delações premiadas feitas por executivos da empresa JBS. Em petição protocolada na tarde de hoje (9) no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Temer pede que as investigações sejam arquivadas e faz críticas ao teor do questionário enviado ao presidente na última segunda-feira (5), após o acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista ter sido homologado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

Os advogados de Temer formulam uma série de argumentos para o fato de as perguntas não terem sido respondidas, dentre os quais o “ sentimento de injustiça e sofrimento pessoal” causado por "perguntas invasivas” e “inoportunas” a respeito de Temer. Eles lembram que o presidente não é obrigado a responder às questões e ponderam que o presidente continua “pronto a atender” quaisquer demandas encaminhadas por Fachin.

No documento, a defesa presidente avalia que os elementos que motivaram a instauração do inquérito, como a própria delação, estão contaminados pela “ilicitude formal e material” da gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista na qual os dois conversam sobre o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e as investigações envolvendo o empresário. Para os advogados, é “inoportuna e temerária ” a afirmação do Ministério Público Federal de que um dos crimes supostamente cometidos por Temer foi o de corrupção passiva.

“Declaração açodada, própria de quem, antes mesmo de quaisquer investigações, já está com uma prévia visão dos fatos, independente da vinda das provas. Acusará, ao que parece, com provas, sem provas ou mesmo contra as provas”, afirmaram Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga.

De acordo com a petição, “os inquisidores persistem em abordar temas estranhos ao inquérito”, apresentando perguntas que fazem referência a fatos anteriores à ocupação do cargo de presidente por Michel Temer. Ao final, os advogados solicitam o envio dos autos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que arquive o inquérito, “em face da absoluta inanição de elementos probatórios mínimos” necessários para que seja proposta uma denúncia contra o presidente.

“Subvertendo-se a lógica, no caso do presidente, e ferindo-se as garantias individuais, passou-se a investigar uma pessoa, não os fatos supostamente criminosos, como se vigorasse em nosso ordenamento o odioso Direito Penal do Autor”, afirmam os advogados, no documento. A defesa acrescenta que os trabalhos investigativos “perderam-se no caminho” com a falta de elementos incriminadores e que a investigação busca, “sem nenhum critério, métodos ou limites, encontrar qualquer indício, o mais tênue e frágil que seja, para, com o auxílio da mídia, dar uma repercussão a fato que enganosamente possa parecer grave”.

Em diversos momentos, os advogados fazem menção à conduta de Fachin. Segundo eles, se o ministro do Supremo, diferentemente da autoridade policial, fosse o autor do questionário, haveria uma “adequada limitação das perguntas ao objeto das investigações”.

“Indagações de natureza pessoal e opinativa, assim como outras referentes aos relacionamentos entre terceiras pessoas ou aquelas que partem de hipóteses ou de suposições e dizem respeito a eventos futuros e incertos não teriam sido formuladas. No entanto, foram feitas e demonstram que a autoridade mais do que preocupada em esclarecer a verdade dos fatos desejou comprometer o senhor presidente da República com questionamentos por si só denotadores da falta de isenção e de imparcialidade por parte dos investigadores”, diz a petição.

Reportar Erro
Funlec - Matriculas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Desde 2015 (75.916), o total de pessoas desaparecidas no Brasil só recuou em 2020 (63.151) e 2021 (67.362)
Brasil
Com média de 232 por dia, Brasil registrou 84.760 desaparecimentos em 2025
Lula
Brasil
Lula tem evolução satisfatória após cirurgia de catarata
Prazo para aderir ao Simples Nacional termina neste sábado
Brasil
Prazo para aderir ao Simples Nacional termina neste sábado
Senado Federal - Foto: Andressa Anholete
Política
Congresso Nacional retoma trabalhos em fevereiro com 73 vetos de Lula na pauta
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Brasil
Após cirurgia, Lula recebe alta, mas ficará em repouso no fim de semana Lin
Crime aconteceu em SP e causou revolta
Brasil
Cachorro é morto com dez tiros em frente a ponto de ônibus em SP
Cão 'Orelha' foi morto de forma brutal por adolescentes
Brasil
Adolescentes suspeitos de matar o cão Orelha voltam ao Brasil
Fiscal do Ministério do Trabalho - Divulgação / MTE
Brasil
Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025
Fluffy foi devolvido à família após a ação
Brasil
Vídeo: Fuga com lulu-da-pomerânia termina na delegacia
Imagem de agentes da Polícia Federal
Brasil
Polícia Federal prende suspeito de planejar atentado terrorista no Brasil

Mais Lidas

Lucas estava desaparecido desde o dia 24
Polícia
Jovem desaparecido no Nova Lima é encontrado morto em área de mata
Bombeiros e Samu chegaram a ser acionados
Polícia
Jovem é assassinado a tiros após brigar com dono de conveniência no Lageado
O caso aconteceu na tarde de hoje
Polícia
Cachorro morre enforcado em corrente no Noroeste
Suspeito confrontou a PM
Polícia
Morto em confronto na Capital, ladrão havia furtado mais de R$ 200 mil em joias