Menu
Menu
Busca terça, 05 de maio de 2026
Brasil

Temer decide não responder a perguntas da PF e pede arquivamento de inquérito

Os advogados de Temer formulam uma série de argumentos para o fato de as perguntas não serem respondidas

09 junho 2017 - 17h28

O presidente Michel Temer decidiu não responder às perguntas enviadas pela Polícia Federal no inquérito que trata das delações premiadas feitas por executivos da empresa JBS. Em petição protocolada na tarde de hoje (9) no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Temer pede que as investigações sejam arquivadas e faz críticas ao teor do questionário enviado ao presidente na última segunda-feira (5), após o acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista ter sido homologado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF.

Os advogados de Temer formulam uma série de argumentos para o fato de as perguntas não terem sido respondidas, dentre os quais o “ sentimento de injustiça e sofrimento pessoal” causado por "perguntas invasivas” e “inoportunas” a respeito de Temer. Eles lembram que o presidente não é obrigado a responder às questões e ponderam que o presidente continua “pronto a atender” quaisquer demandas encaminhadas por Fachin.

No documento, a defesa presidente avalia que os elementos que motivaram a instauração do inquérito, como a própria delação, estão contaminados pela “ilicitude formal e material” da gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista na qual os dois conversam sobre o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e as investigações envolvendo o empresário. Para os advogados, é “inoportuna e temerária ” a afirmação do Ministério Público Federal de que um dos crimes supostamente cometidos por Temer foi o de corrupção passiva.

“Declaração açodada, própria de quem, antes mesmo de quaisquer investigações, já está com uma prévia visão dos fatos, independente da vinda das provas. Acusará, ao que parece, com provas, sem provas ou mesmo contra as provas”, afirmaram Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga.

De acordo com a petição, “os inquisidores persistem em abordar temas estranhos ao inquérito”, apresentando perguntas que fazem referência a fatos anteriores à ocupação do cargo de presidente por Michel Temer. Ao final, os advogados solicitam o envio dos autos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que arquive o inquérito, “em face da absoluta inanição de elementos probatórios mínimos” necessários para que seja proposta uma denúncia contra o presidente.

“Subvertendo-se a lógica, no caso do presidente, e ferindo-se as garantias individuais, passou-se a investigar uma pessoa, não os fatos supostamente criminosos, como se vigorasse em nosso ordenamento o odioso Direito Penal do Autor”, afirmam os advogados, no documento. A defesa acrescenta que os trabalhos investigativos “perderam-se no caminho” com a falta de elementos incriminadores e que a investigação busca, “sem nenhum critério, métodos ou limites, encontrar qualquer indício, o mais tênue e frágil que seja, para, com o auxílio da mídia, dar uma repercussão a fato que enganosamente possa parecer grave”.

Em diversos momentos, os advogados fazem menção à conduta de Fachin. Segundo eles, se o ministro do Supremo, diferentemente da autoridade policial, fosse o autor do questionário, haveria uma “adequada limitação das perguntas ao objeto das investigações”.

“Indagações de natureza pessoal e opinativa, assim como outras referentes aos relacionamentos entre terceiras pessoas ou aquelas que partem de hipóteses ou de suposições e dizem respeito a eventos futuros e incertos não teriam sido formuladas. No entanto, foram feitas e demonstram que a autoridade mais do que preocupada em esclarecer a verdade dos fatos desejou comprometer o senhor presidente da República com questionamentos por si só denotadores da falta de isenção e de imparcialidade por parte dos investigadores”, diz a petição.

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Painel de votação - Foto: Reprodução / TV Câmara
Política
AGORA: Conselho de Ética aprova suspensão de 2 meses do mandato de Marcos Pollon
Pollon ocupou mesa Foto: Vinicius Schimidt - Metrópoles
Política
AO VIVO: Conselho de Ética julga Pollon e deputados que ocuparam Mesa Diretora
Tribunal de Contas da União (TCU) / Leopoldo Silva/Agência Senado
Economia
Entidades do setor financeiro criticam decisão do TCU que suspende consignado do INSS
Foto: Ilustrativa / Rafael Nascimento / MS
Saúde
Governo Federal reforça saúde em MS com 67 veículos para levar pacientes a tratamentos
Imagem Ilustrativa
Brasil
Nova lei aumenta penas para furtos e golpes no Brasil
Carteira de trabalho
Brasil
Em vídeo, rede de supermercados anuncia fim da escala 6x1 e adoção do modelo 5x2
Fardamento PMMS - Foto: Jonatas Bis
Política
Câmara dos Deputados aprova projeto que limita jornada de policiais e bombeiros militares
Placa Mercosul - Divulgação Detran
Política
Lei quer de volta cidade e estado nas placas de veículos e proposta avança na Câmara
Momento do acidente - Foto: Reprodução
Brasil
VÍDEO: Peão morre após ser pisoteado por touro durante rodeio em Rondônia
Shakira na abertura do show no Rio de Janeiro
Brasil
Todo Mundo no Rio: Público de Shakira supera Madonna em Copacabana

Mais Lidas

Imagem ilustrativa
Polícia
Vizinha denuncia casal por ato sexual com janela aberta em prédio no Pioneiros
Local do acidente - Foto: WhatsApp / JD1
Trânsito
Acidente de moto mata jovem de 19 anos no bairro São Conrado, em Campo Grande
Carteira de trabalho
Brasil
Em vídeo, rede de supermercados anuncia fim da escala 6x1 e adoção do modelo 5x2
Bigode é procurado por vários crimes em Campo Grande
Polícia
Foragido por homicídio, 'Bigode' é procurado em Campo Grande