Menu
Menu
Busca quarta, 31 de dezembro de 2025
Financial Lançamento
Brasil

Tradição e fé impulsionam busca por banhos e ervas no fim de ano

Especialistas e erveiros alertam para cuidados e riscos de intoxicação

31 dezembro 2025 - 18h29Da redação, com Agência Brasil

Aroma e conhecimento popular se mesclam em banquinhas de ervas espalhadas pela cidade do Rio de Janeiro, em feiras livres ou nas esquinas, da zona norte à zona sul. Nesses pontos de venda, saberes passados de geração em geração receitam chás, xaropes, escalda pés, banhos e outras preparações. Mesmo sem comprovação medicinal para curar doenças, as preparações promovem o bem-estar e, por isso, no fim de ano, cresce a procura por folhas para banhos energéticos e rituais.

O erveiro José Adaílton de Souza Ferreira borrifa suas plantas, de tempos em tempos, para protegê-las do calor. Empilhadas em um carrinho de mão estilo “burro sem rabo”, estão ramos de macassá, levante, manjericão, arruda, alfazema, alecrim e sálvia, “as mais procuradas para banhos energizantes ou de ‘descarrego’, contra inveja e olho grande”, prescreve.

“Tem tanta gente que chega carregado aqui, toma um banho de abre-caminho, desata nó, vence demanda, e a pessoa melhora muito”, conta o erveiro, que dá instruções simples: “Cozinhar ou esfregar, um dos dois, e depois jogar da cabeça aos pés”.

As folhas ainda são procuradas para cuidados de saúde, caso do saião, guaco e assa-peixe, usadas para incrementar xaropes caseiros, mas a maior demanda dos erveiros é para o uso em banhos energéticos ou rituais.

As religiões indígenas e de matriz africana utilizam as plantas nas celebrações. No candomblé, por exemplo, as folhas, chamadas ewés, carregam o axé, a força vital que conecta o mundo espiritual ao mundo real, sendo cada espécie usada para uma finalidade, como oferendas, banhos e curas. Nesta religião, as ervas purificam, equilibram e reenergizam.

A Mãe Nilce de Iansã, referência do terreiro Ilê Omolu Oxum, na Baixada Fluminense explica: “Kò si ewé, kò si Orixá [ditado iorubá], ou seja, sem folha não tem orixá, porque o orixá é a natureza”.

Em um terreiro, ela relata que as folhas são para uso religioso, terapêutico e alimentar. “Muitas pessoas chegam até nós sem saber o que fazer, tomam um banho de nossas ervas, bebem um chá e se sentem aliviadas”.

Coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras, ela lembra que uma das bandeiras da entidade é o reconhecimento das ações terapêuticas nos terreiros como práticas de saúde. “Não estou falando de cura, mas de cuidado”, frisou.

Reportar Erro
Energisa Michel Telo - Dez/25

Deixe seu Comentário

Leia Também

Agência dos Correios
Brasil
TST diz que greve nos Correios não é abusiva, mas autoriza desconto
Moraes
Brasil
Moraes nega pedido da defesa de Bolsonaro para receber visita de sogro
Delegado Giniton Lages -
Justiça
Moraes mantém tornozeleira em delegado investigado por obstrução no caso Marielle Franco
Mega da Virada
Brasil
Com prêmio histórico de R$ 1 bilhão, Mega da Virada será sorteada hoje
Este é o terceiro procedimento cirúrgico de Bolsonaro para bloquear o nervo frênico e tentar conter as crises de soluços
Brasil
Bolsonaro faz nova cirurgia na tarde desta terça-feira
As oitivas foram determinadas pelo ministro Dias Toffoli
Brasil
Dono do Banco Master e ex-presidente do BRB prestam depoimento à PF
Aeroporto Internacional de Brasília
Brasil
Anac faz operação em aeroportos com maior fluxo em 15 estados
Calendário
Brasil
Governo Federal publica calendário oficial de 2026 com feriados e pontos facultativos
carteira de trabalho
Economia
Desemprego cai para 5,2%, menor taxa desde 2012, aponta IBGE
Alexandre de Moraes e Paulo Gonet -
Política
PGR arquiva pedido de advogado de MS contra Alexandre de Moraes no caso Banco Master

Mais Lidas

Suspeito com a arma na mão
Polícia
VÍDEO: Homem é assassinado a tiros após 'olhar' para mulher em bar de Campo Grande
AGORA: Execução termina com uma pessoa morta em Campo Grande
Polícia
AGORA: Execução termina com uma pessoa morta em Campo Grande
Queima de fogos na 14 de Julho em anos anteriores
Comportamento
De festa gratuita aos eventos premium, veja onde curtir o Réveillon 2026 na Capital
Movimentação policial no local
Polícia
AGORA: Perseguição termina com bandidos jogando carro em córrego na Capital