A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis erros cometidos na cobrança da tarifa elétrica pela Energisa, concessionária que opera em Mato Grosso do Sul, apresentou requerimento nesta sexta-feira (6), que pede a suspensão dos trabalhos até o dia 30 de novembro. A solicitação foi aprovada em votação no plenário da Assembleia Legislativa.
O deputado estadual Felipe Orro (PSDB), presidente do colegiado, explicou a necessidade da prorrogação em função da publicidade que deve ser dada à população e a todos os órgãos e atores envolvidos. “Não há como conduzirmos a investigação de forma remota. Este prazo vai dar tempo para seguirmos com o avanço das apurações”, afirmou.
Até o momento foram recolhidos 97 relógios medidores de consumo esperando por perícia na USP São Carlos. Porém, o colegiado aguarda decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul sobre recurso interposto para garantir a aferição dos 200 relógios medidores no laboratório de engenharia da USP de São Carlos. Por decisão monocrática, a inspeção foi suspensa.
“Estamos aguardando essa manifestação para que o julgamento seja marcado e, enfim, possamos saber que caminho será tomado na realização da perícia desses 200 relógios. São medidores de consumidores que registraram queixa no Procon sobre aumento injustificado e precisamos desta prova técnica para direcionar as investigações", disse o presidente da CPI.
A CPI da Energisa foi intimada no mês de maio sobre a liminar em mandado de segurança que suspendeu a perícia de 200 medidores de consumo na USP de São Carlos. A concessionária alegou que o laboratório da Universidade não teria acreditação do Inmetro para realizar o trabalho de aferição.
A CPI da Energisa continua com seus trabalhos remotos e reforça que qualquer cidadão pode fazer denúncias, sugestões ou reclamações através do telefone (67) 3389-6509, ou no e-mail [email protected]. O sigilo é garantido caso o denunciante solicitar.
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Os trabalhos estão suspensos até o dia 30 de novembro (Reprodução/Internet)



