Os vereadores de Campo Grande divergiram sobre a possibilidade de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, para apurar as diversas reclamações de usuários sobre o serviço prestado.
A criação da CPI foi proposta pelo vereador Vinicius Siqueira. “A população tem reclamado que ônibus têm sumido de circulação, estão em estado precário e que o consórcio não tem cumprido contrato. A Casa de Leis não pode ficar à margem. Por isso, faço a proposição da criação de CPI para que possamos investigar”, disse.
André Salineiro se mostrou favorável a proposta. “Desde o início do mandato temos lutas para melhorar transporte, já fiz audiência pública em que estava presente o presidente do Consórcio, mas não deu em nada. A CPI tem poder muito maior”, reiterou.
O vereador Chiquinho Teles, líder do prefeito na Câmara, considera que há etapas que podem ser vencidas com essa apuração sendo feita pela Comissão de Transporte e Trânsito da Casa de Leis. “Acho que a Comissão poderia convocar audiência pública, porque CPI não tem dado retorno. Serve para vender ilusão, gastar dinheiro público, por isso acho que dá para queimar etapas”, disse.
O presidente da Casa, vereador João Rocha, finalizou o debate destacando que “cada um pode falar do seu entendimento, a livre expressão, sobre assunto importante para a sociedade”. “Sou da opinião de que a gente precisa da política de concretude, coisas palpáveis. Penso que consórcio não tem defensores nem acusadores, pois tem que fazer valer o que está escrito. Não sou contra a CPI, mas a CPI pela CPI cria situação que não dá em nada e temos de dar satisfação à sociedade, com motivo concreto. Temos maturidade presente na Casa, com procedimentos cabíveis. Tivemos debate saudável e esse é o papel da Câmara de Campo Grande”, disse.
O vereador Junior Longo, presidente da Comissão de Transporte e Trânsito lembrou que já há audiência pública para debater sobre o transporte coletivo prevista para o mês de julho. Ainda, anunciou que amanhã os vereadores iniciam visitas a terminais, começando pelo Bandeirantes, às 16 horas.
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“Não sou contra a CPI, mas cria situação que não dá em nada”, considera João Rocha (reprodução)



